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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 327

Quando finalmente processou o que estava acontecendo, Ema fez o possível para manter a calma, lançando um olhar gélido ao rosto dele.

Vendo Alípio tão de perto, ela se sentiu intimidada pela expressão em seus olhos.

Mas não havia apenas vermelhidão ali.

Era raiva, ódio, o olhar de alguém que queria engoli-la viva e despedaçá-la.

Durante aquela troca de olhares, a mão grande de Alípio tremeu levemente ao tocar o rosto dela.

Ema virou o rosto de imediato e, com a única mão livre, tateou em busca do botão da porta.

Clique. A trava foi acionada por ele no mesmo instante.

— Alípio, você enlouqueceu? — gritou Ema, furiosa.

— Você ainda se lembra de que eu existo neste mundo?! Hein?! — Ele se aproximou ainda mais, questionando com fúria descontrolada.

Ema não queria perder tempo discutindo. Empurrou o peito musculoso dele com toda a força que tinha e ordenou friamente:

— Me solta!

Mas, por mais que o empurrasse, o tronco dele não se moveu nem um centímetro.

No segundo seguinte, ele ergueu o queixo dela de forma bruta.

— Alípio! Você...

— Hum...

Mal Ema havia pronunciado algumas palavras, seus lábios macios foram bloqueados pela boca dele.

O que veio em seguida foi um beijo avassalador, violento como uma tempestade.

Ele segurava o maxilar dela e a beijava de forma insana, como se quisesse esmagá-la e devorá-la inteira.

O corpo de Ema estava prensado contra o banco, incapaz de se mover.

Com o maxilar imobilizado, ela sequer conseguia usar os dentes para se defender.

— Alípio! Me solta!

Com um movimento rápido, Alípio se acomodou ao lado dela e, com os dois braços, ergueu a mulher, colocando-a sentada em seu colo.

A fluidez do gesto não deu a Ema a menor chance de reagir antes de se ver firmemente presa nos braços dele.

Ele apertou o maxilar dela com a mão grande e firme e perguntou friamente:

— Você pretendia fugir de mim para sempre?

Ema usou toda a força para virar o rosto, mas foi imediatamente trazida de volta por ele.

— Ema... do que é feito o seu coração? Por que você fugiu de mim? Por que desapareceu sem deixar rastro? Por quê?

Ema continuava lutando com teimosia. Os braços, fortemente contidos, não obedeciam, e a única mão que ainda conseguia mover balançava no ar sem alcançar nada.

De repente, a voz furiosa de Alípio estourou nos seus ouvidos:

— Fala! Por que estava se escondendo de mim?!

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