Mas, refletindo com calma sobre o que Givaldo acabara de dizer, o coração de Ema foi se acalmando aos poucos.
Desde o momento em que decidiu parar de fugir, ela já deveria ter previsto que isso aconteceria.
Qual era o sentido de ficar ali se consumindo de preocupação agora?
Ema respirou fundo.
— Seja o que Deus quiser. Eu enfrento o que vier.
Não importa mais.
....................
No set de filmagem,
Diogo olhava para aquelas crianças adoráveis à sua frente, com os olhos semicerrados num sorriso enorme.
— Alípio, olha só. Toda a riqueza do mundo e todo o status social parecem não valer nada diante deles. Me diga: se eu tivesse bisnetos e bisnetas tão fofos assim, eu...
Ao chegar aí, o sorriso de Diogo desapareceu de repente. Ele lançou um olhar cortante para Alípio e resmungou com desdém.
Logo depois, soltou outra crítica:
— Seu inútil.
Alípio, que estava em pé ao lado, franziu a testa e deu um sorriso amargo.
— Vai ficar debaixo daquele guarda-sol ali e para de estragar o meu humor. Só de olhar para você, o meu sangue ferve. — resmungou Diogo.
Assim que terminou de falar, Érica virou-se na cadeira, escorregou e desceu desajeitadamente até o chão.
Foi correndo até Diogo, deu a volta na mesinha redonda, parou diante dele e, levantando o rostinho, disse com voz doce e infantil:
— Bisavô, não fica bravo. Se ele fez alguma coisa errada, você pode colocar ele de castigo, de pé e virado para a parede branca, bem reto, sem se mexer.
Depois disso, fez biquinho e olhou para Alípio com uma expressão fofamente zangada:
— Senhor, você já é tão grande e ainda faz o bisavô ficar bravo. Isso é feio.
Alípio estreitou os olhos, franzindo a testa enquanto olhava de cima para aquela coisinha minúscula.
Marcos Vaz, ao lado dele, suava frio.
Alípio, sempre tão frio e arrogante, acabara de levar uma bronca do próprio avô.
Diogo bateu a bengala no chão e repreendeu:
— Coloque a menina no chão. É assim que se fala com uma criança?!
Marcos ficou sem palavras.
Seu chefe realmente não tinha o menor jeito para lidar com crianças.
— Irmã, olha rápido!
As vozes de Dário e Kleber soaram de repente.
Todos os presentes olharam na direção apontada por Dário.
Ao ver aquilo, Érica se debateu com força, tentando se soltar dos braços de Alípio.
Ele lançou um olhar na direção e a colocou delicadamente no chão.
As crianças correram juntas até o homem que se aproximava.
Alípio endireitou-se devagar, olhando de longe para a cena das crianças, sorridentes, correndo de braços abertos até Givaldo. No fundo dos olhos, surgiu um traço quase imperceptível de frustração.

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