Como planejado, usando saltos tão altos e finos, Brenda inevitavelmente perdeu o equilíbrio com o impacto.
Cambaleou alguns passos, e a ficha médica que segurava caiu no chão.
Aproveitando que o homem a segurava, Ema se abaixou imediatamente para recolher o papel, pedindo desculpas com sinceridade.
Antes de conseguir ler tudo com clareza, mudou de assunto:
— Ah, você torceu o tornozelo? Rápido, sente-se aqui no banco.
— Ai... Você é cega, por acaso? — A mulher revirou os olhos para Ema enquanto mancava até o banco junto à parede.
— Desculpa mesmo, eu tenho alta miopia. Você... se machucou? — A aba do boné de Ema continuava baixa. Enquanto se desculpava com voz arrependida, ela examinava rapidamente a ficha médica.
Brenda, 25 anos, telefone XXXX, endereço XXXX.
Assim que memorizou aquelas informações, Brenda arrancou a ficha de suas mãos.
Brenda retrucou, irritada:
— Alta miopia? Para mim você é cega mesmo. Fique longe de mim.
Vendo que Brenda tinha um temperamento tão explosivo, Ema preferiu não insistir.
Lançou um último olhar rápido para os dois, conferiu o pé de Brenda e, vendo que não parecia haver nada grave, saiu diretamente do corredor.
Enquanto caminhava, pensava: Brenda tinha 25 anos agora?
Ou seja, era quatro anos mais nova que ela. Mas nas fotos antigas parecia ter exatamente a mesma idade.
Mesmo assim, aquelas fichas eram impressas diretamente a partir do documento de identidade, então a idade não podia estar errada.
Se ela era alguns anos mais nova, não havia a menor possibilidade de serem gêmeas.
Mas... como podia ser tão parecida com ela?
Ema se lembrou da proximidade que tivera com Brenda. A altura era quase igual.
E, surpreendentemente, o tipo físico também era muito parecido.
— Samuel? Eu estou no quarto. Onde estão você e seus pais?
— Minha mãe... está na sala de emergência. — A voz de Samuel, extremamente rouca, soou do outro lado da linha.
O coração de Ema disparou, e um nó se formou imediatamente em sua garganta. Ela tentou confortá-lo:
— Samuel... não fica assim. Eu estou indo para aí agora mesmo.
Ema desligou e correu ansiosamente para os elevadores.
Quando estivera ali anteontem, a mãe de Samuel já vinha sem conseguir se alimentar direito havia dias, de tão debilitada.
Embora não entendesse de medicina, sabia muito bem o que aquele tipo de emergência significava.
Quando chegou ao andar e saiu do elevador, avistou Samuel de longe, agachado junto à parede, de cabeça baixa.
E Zenobia, que a viu de longe, já estava com os olhos cheios de lágrimas.

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