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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 258

Quase chegando à casa alugada, Samuel adiantou-se a Ema e pegou a chave para abrir a porta.

A fechadura fez um barulho metálico antes que a porta de madeira se abrisse com um rangido.

— Fique parada aqui, eu vou acender a luz primeiro. — Pediu Samuel com ternura.

Com isso, Samuel entrou rapidamente, encontrou o interruptor e o ligou.

O pátio iluminou-se instantaneamente.

Ema entrou com cuidado.

Ela caminhava lentamente enquanto observava um pátio pequeno de cerca de vinte metros quadrados.

O chão do pátio também era revestido com pedras de paralelepípedo, levemente úmidas, exalando um frescor agradável.

As paredes do quintal estavam cobertas por trepadeiras exuberantes.

Alguns lampiões pendurados entre as folhas brilhavam com uma luz fraca e acolhedora.

Havia uma grande variedade de pequenas flores plantadas nos cantos, além de algumas cadeiras de bambu ao redor de uma mesa redonda.

— Gostou daqui? — Samuel aproximou-se e perguntou com um sorriso leve. — Eu pensei que o seu corpo ficaria cada vez mais pesado... por isso, não escolhi uma casa com sótão ou escadas.

Ema desviou o olhar para Samuel e sorriu gentilmente.

— Eu adorei. — Respondeu ela. — Samuel, dei muito trabalho a você e a Zenobia. Desde que éramos crianças, sempre fui eu quem arrastou vocês dois para os meus problemas...

— Que conversa é essa? Eu faço isso por você de boa vontade. — Samuel logo acrescentou. — A Zenobia também faz isso de coração. Venha, vou te mostrar os quartos.

Dizendo isso, Samuel caminhou à frente e começou a apresentar o local:

— Este quarto no centro é maior, então você fica aqui. A Zenobia e eu já arrumamos tudo o que você vai precisar. Eu ficarei no quarto do leste. Quando a Zenobia vier, ela ficará no quarto do oeste.

Ao ouvir aquilo, Ema parou de andar e questionou:

— Você e a Zenobia vão morar aqui? Você já está ocupado o suficiente com a sua empresa e com a sua mãe. E a Zenobia também está atolada de trabalho...

Samuel puxou uma cadeira de bambu próxima.

— Ema, sente-se aqui por enquanto. — Pediu ele. — Eu encomendei comida no restaurante ao lado enquanto estávamos a caminho. Deve chegar a qualquer momento, então podemos conversar enquanto comemos.

Ema sentou-se devagar, repetindo em sua mente as palavras certas para recusar aquela oferta com delicadeza.

Os dois sentaram-se em silêncio por um momento e, como Samuel havia dito, a comida foi entregue.

Samuel levantou-se para pegar a comida, abriu as embalagens uma a uma e entregou os talheres a Ema.

— Venha, você deve estar morrendo de fome, não é? — Ele disse. — Coma rápido, o mais importante agora é encher a barriga...

Ema hesitou por um instante antes de pegar os talheres e começar a comer em pequenas mordidas, sem dizer uma palavra.

Quando ela já havia comido quase tudo e estava prestes a falar, Samuel adiantou-se:

— Ema, sinto que você está me tratando como um estranho. — Disse ele, nostálgico. — Quando éramos crianças, tínhamos o melhor relacionamento de todos. Compartilhávamos as comidas gostosas e brincávamos juntos. Você se lembra de uma vez em que veio chorando até mim dizendo: "Samuel, Samuel, estou com fome, quero comer o pão de queijo da padaria da Dona Maria..."

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