— Sr. Salazar, a nossa Sra. Duarte é muito ocupada todos os dias. Que tal o senhor sentar um pouco na sala de visitas? Eu posso preparar um café... — A recepcionista tentou falar novamente.
Antes que ela pudesse terminar a frase, Alípio já havia entrado.
Os seguranças que o acompanhavam fecharam a porta imediatamente. Quatro deles ficaram postados eretos de ambos os lados da porta, com as mãos cruzadas à frente do corpo.
A recepcionista observou a cena e pensou: isso é para fechar contrato ou para cobrar dívida?
Será que Zenobia ofendeu Alípio? Ela balançou a cabeça e voltou para sua mesa, olhando para trás a cada passo.
Lá dentro, Alípio sentou-se diretamente no sofá, cruzou as longas pernas e recostou-se.
Seu olhar para Zenobia era frio e severo.
Zenobia, que já imaginava que ele viria, disse algumas palavras ao telefone e desligou.
Ela também imitou a postura dele, recostando-se na cadeira giratória, e disse com indiferença:
— Ora... que bons ventos trazem o nosso onipotente presidente até aqui?
Alípio franziu a testa e falou friamente:
— Zenobia, se não quiser ir pra cadeia, entregue Ema agora mesmo.
Zenobia soltou uma risada fria e levantou-se lentamente da cadeira.
Ela contornou a mesa e encostou-se nela de forma despojada, dizendo sem emoção:
— Sr. Salazar, guarde essas táticas de intimidação para as crianças. Eu, Zenobia, não caio nessa.
Ao terminar de falar, Zenobia pegou o café sobre a mesa e bebericou como se nada estivesse acontecendo.
Ele cerrou os punhos e, de repente, disse com gravidade:
— Zenobia, eu falo sério sobre a Ema. Diga-me, para onde ela foi?
Ao ver aquele aspecto dele, Zenobia sentiu um leve impacto.
Ela nunca tinha visto Alípio daquele jeito. Em qualquer plataforma online, ele sempre aparecia com a imagem de um CEO dominador e imbatível.
No entanto, assim que a imagem do rosto abatido, desesperado e triste de Ema passou por sua mente, Zenobia tratou aquilo como uma ilusão.
A voz de Zenobia esfriou subitamente:
— Tempos atrás, Ema teve problemas e você a tirou da delegacia, mas não me permitiu vê-la. Tive que usar minha identidade policial para entrar no seu Solar do Vale... e ainda assim não vi a Ema... Agora você vem me cobrar? Eu é que pergunto: onde você escondeu a Ema?

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