Ao ouvir aquilo, o dono do shopping começou a tremer dos pés à cabeça, curvando-se quase noventa graus em direção a Alípio:
— Sr. Salazar, e agora? Isso...
Alípio continuava fixo nas imagens de segurança, sua voz mantendo a rouquidão:
— Mande abrirem as portas. Diga apenas que o sistema eletrônico teve uma falha e já foi reparado.
— Sim, sim. O senhor fique aqui, eu vou e volto num instante. — Disse o dono do shopping, correndo para fora enquanto enxugava o suor da testa.
Alípio, com os olhos semicerrados focados no monitor, apontou subitamente para uma garota de óculos escuros, boné e óculos escuros, e ordenou ao segurança ao lado:
— Pare! Recupere todas as imagens dessas duas garotas saindo do banheiro e o trajeto delas a partir daí.
Alguns minutos depois, o segurança respondeu:
— Sr. Salazar, depois que saíram do shopping, a câmera mais alta da entrada capturou que elas viraram na Avenida das Docas.
Alípio franziu a testa e ligou imediatamente para Marcos:
— Estou te enviando os cortes do vídeo. Siga o rastro de acordo com as pessoas na imagem, comece a investigar a partir da entrada da Avenida das Docas.
Do outro lado da linha, Marcos respondeu prontamente:
— Entendido, Sr. Salazar. O senhor pode voltar para o carro e descansar, eu cuido do resto.
Alípio massageou as têmporas novamente e disse:
— Eu vou pessoalmente à empresa de Zenobia. Mande mais alguns homens verificarem a casa dela.
Ao desligar, Alípio levantou-se imediatamente e dirigiu-se à garagem.
Meia hora depois, Alípio apareceu no saguão da empresa de Zenobia, acompanhado por vários seguranças.
Ele colocou seu cartão de visitas diretamente sobre o balcão da recepção e falou em tom formal:
— Vim tratar de um contrato com a Zenobia. Anuncie-me.
A recepcionista, uma jovem que lembrava vagamente a Ema, olhou para aquele homem bonito, de aura imponente e extraordinária à sua frente.
— O senhor... o senhor é...
Pela postura ao caminhar, ele podia deduzir.
Além disso, ele havia analisado as imagens minuciosamente. Naquele intervalo de tempo, apenas aquelas duas garotas apareceram; só havia imagens delas saindo, não entrando.
Era óbvio que haviam trocado de roupa. Por comparação, a garota que não parecia com Ema apenas tinha uma peça de roupa a mais.
O coração de Alípio doía sutilmente.
Aquela mulher, para fugir dele, fingia ser uma coelhinha inofensiva na superfície, mas pelas costas tava jogando sujo com ele!
— Sr. Salazar, por aqui. — A voz da recepcionista interrompeu os pensamentos de Alípio.
A porta de vidro fosco foi empurrada.
No campo de visão de Alípio, Zenobia estava diante de uma mesa cheia de documentos, com o telefone fixo preso entre o ombro e a orelha, discutindo assuntos de trabalho.
Suas mãos voavam sobre o teclado num momento e reviravam papéis no outro.
Alípio franziu o cenho, as sobrancelhas unidas em tensão.

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