Ema suspirou, sem palavras.
Ela pensou consigo mesma: como esse assunto voltou para a noite passada?
Ele estava decidido a mantê-la presa ali?
Enquanto Ema estava deprimida, a empregada ao lado falou hesitante:
— Sra. Ema, já que voltou, não vá embora. É comum casais jovens brigarem. Veja o braço do Sr. Salazar, o curativo foi trocado porque ontem à noite ele...
— Você não tem trabalho para fazer?
A fala da empregada foi interrompida pela repreensão severa de Alípio antes que pudesse terminar.
A empregada estremeceu de susto, baixou a cabeça imediatamente e pediu desculpas repetidamente:
— Des... desculpe, falei demais. Vou voltar ao trabalho.
Assim que terminou de falar, a empregada correu como se estivesse fugindo para salvar a vida, com medo de ser punida.
Ema especulou secretamente sobre o que a empregada não terminara de dizer, e a cena da noite anterior surgiu instantaneamente em sua mente.
Ela logo adivinhou que a pessoa que a levara do sofá para a cama na noite passada provavelmente fora Alípio.
Essa suposição espalhou-se rapidamente em seu coração, e Ema não pôde evitar sentir um nervosismo tardio.
Se fosse antigamente, talvez ela achasse que ser levada para a cama por ele depois de adormecer era algo feliz, não?
Mas agora, ela só se preocupava se ele, aproveitando-se de seu sono, a levaria ao hospital para fazer a cirurgia.
O ar ficou congelado por um longo tempo até que Ema quebrou o silêncio:
— Só ficarei aqui até sair o resultado do teste de DNA. Em consideração ao fato de que já fomos casados no papel, serei generosa e usarei o teste para te dar uma satisfação. Mas se tentar roubar as crianças, eu vou até o fim! Agora me devolva minha bolsa e meu celular!
Ema imitou deliberadamente o tom de voz dele e despejou tudo o que queria dizer de uma só vez.
Ao terminar, o olhar de Ema fixou-se firmemente no rosto de Alípio.
Tentava capturar a atitude dele através de sua expressão.
Mas o rosto de Alípio continuava coberto por uma camada de gelo.
Ela franziu a testa. Por que a empregada parecia tão assustada?
Sem tempo para pensar muito, Ema abriu a caixa apressadamente...
Dentro da caixa estava apenas o seu celular, e a tela inteira estava coberta por uma teia densa de rachaduras.
Estava claro que aquilo fora causado por uma queda.
Ema agarrou o celular, incrédula, e pressionou ansiosamente o botão de ligar.
Tentou várias vezes, mas o celular não reagiu de forma alguma.
Ela jogou a caixa sobre o aparador ao lado da escada, segurou o celular e caminhou rapidamente até Alípio, questionando:
— Por que você quebrou meu celular desse jeito?!
Alípio, ainda sentado na cadeira, ergueu a cabeça lentamente e disse sem pressa:
— Caiu sem querer quando eu o peguei. Bem, como você pode ver, o chão de mármore nobre da nossa casa é de textura muito dura.

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