Ema manteve a calma e não disse mais nada.
Todos na sala permaneceram em silêncio, e as pessoas trazidas estavam ansiosas.
Esperaram até a chegada do delegado; o espírito de Fátima parecia ter colapsado completamente.
Ela estava caída no chão, apoiando-se com as palmas das mãos, o olhar vazio.
Os policiais interrogaram seriamente o homem e Fátima, revezando-se nas anotações.
Após a conclusão do trabalho básico, os policiais levaram o homem e Fátima em direção à porta.
Ema observou a cena, incrédula.
Como assim? Tudo terminaria desse jeito?
Todos esses incidentes seriam encerrados assim?
Mesmo acreditando que as duas modelos não buscaram confusão intencionalmente, ela não acreditava que Helena não tivesse relação com tudo aquilo.
Ela sabia que não tinha provas, mas começou a ficar ansiosa.
Quando os policiais estavam prestes a levar o homem e Fátima para fora...
Ema avançou rapidamente, bloqueando o caminho. Ela apontou para Fátima e disse educadamente ao policial:
— Policial, posso falar com ela um instante?
Antes que o policial pudesse responder, Fátima lançou um olhar furioso para Ema e respondeu friamente:
— Não tenho nada para falar com você. No fim das contas, foi você, sua azarenta, que me deixou nesse estado. Se não tivesse vindo para o Estúdio de Sonho, eu estaria assim?!
Dito isso, Fátima desviou o olhar para o policial e disse com uma voz desprovida de emoção:
— Vamos, oficial, não quero falar com essa mulher.
Ema tentou avançar novamente para dizer algo a Fátima, mas foi bloqueada pelo policial.
— Sra. Pacheco, por favor, afaste-se.
Num piscar de olhos, Helena jogou todos os crimes facilmente sobre Fátima.
Independentemente dos meios usados, mesmo que Fátima tivesse assumido a culpa voluntariamente, Helena não deveria estar com a consciência tão tranquila.
Que tipo de criação, que tipo de caráter era necessário para se tornar alguém tão fria, desprovida de sentimentos e com um coração de cobra?
Os pensamentos flutuantes de Ema migraram dessa mulher perversa, Helena, para Alípio.
Alípio não era extremamente inteligente? Era impossível que ele não percebesse a índole de Helena...
Ao pensar que Alípio muito provavelmente estava encobrindo Helena, o coração de Ema se contraiu.
O olhar provocativo de Helena deixou Ema inteiramente desconfortável.
Ela caminhou lentamente até lá e disse em um tom moderado:
— Helena, você é tão perversa, não tem pesadelos à noite?

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