Entrar Via

Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 482

Será que Isabela realmente precisava de mais gente para trabalhar?

Claro que não.

Tudo aquilo não passava de um jogo cruel, montado especialmente para torturá-la.

Ela não deixava Sabrina ajudá-la, muito menos dividir comida com ela.

O que Isabela queria era esmagá-la de vez, reduzi-la a pó, pisoteá-la até não sobrar nada.

Lílian cerrou os punhos, tomada pela raiva.

— Ela... Sabe muito bem o que está fazendo.

E sabia mesmo.

À primeira vista, os métodos pareciam simples, quase banais. Mas era justamente isso que os tornava ainda mais cruéis.

Mesmo assim, Lílian continuava se recusando a ceder.

Ela não queria se render daquele jeito.

Saiu de perto de Sabrina fervendo de ódio. Quando voltou ao quarto, deu de cara com Bruna, que estava trabalhando.

Ao vê-la naquele estado, como uma simples empregada da casa, Lílian sentiu um desprezo instantâneo.

Naquele momento, parecia até ter se esquecido de que, antes mesmo de terminar o resguardo, tudo o que havia comido tinha vindo do esforço de Bruna e Taís, que trabalharam e separaram uma parte para ela.

Naqueles dias, trancada no quarto, ela não sabia de nada.

Bruna também a viu e, diferente de antes, já não demonstrava nem cuidado, nem a menor delicadeza.

Com os olhos carregados de ódio, cuspiu:

— Sua vagabunda.

O rosto de Lílian fechou na hora.

— Está gritando comigo por quê? Se você é tão capaz assim, então vai enfrentar a Isabela.

Ao pensar que agora todas estavam sendo esmagadas por Isabela...

As três, que antes ainda se mantinham minimamente unidas, tinham acabado se voltando umas contra as outras por causa dela.

O jeito como Bruna olhava para Lílian já não era mais o de uma sogra para a nora.

Naqueles olhos, só havia ódio.

Como se estivesse diante da própria inimiga.

Bruna soltou uma risada amarga.

— Eu realmente não sou capaz de nada. Que capacidade eu tenho? Nem consegui enxergar a verdadeira cara de uma vadia como você. Que capacidade eu poderia ter?

Para Bruna, essa história de "ter capacidade" já não significava nada.

Ter ou não ter... Tanto fazia.

O que realmente a consumia era uma coisa só: não ter percebido antes quem Lílian era de verdade.

Ela a tinha tratado como um tesouro.

E agora se arrependia tanto que o peito chegava a doer.

Se soubesse que Isabela seria capaz de chegar a esse ponto, naquela época, acontecesse o que acontecesse, jamais teria deixado que ela entrasse para a família Pereira.

Mesmo que tivesse de morrer na frente de Cristiano, ainda assim teria impedido Isabela de cruzar a porta daquela casa.

E, quanto a Lílian, também havia arrependimento.

Na época, Lílian ia muito bem nos negócios. Além disso, ainda tinha acontecido aquela história...

— E você acha mesmo que eu ainda vou acreditar numa mentira nojenta dessas? Na frente da Isabela, você mesma admitiu que tinha armado tudo desta vez para jogar a culpa nela.

Bruna já não acreditava em mais uma palavra sequer.

— Ela me obrigou a dizer aquilo. Você não viu. Ah, quer saber? Acredita no que quiser.

Como Bruna já não tinha tanta força assim, Lílian conseguiu se soltar com um movimento brusco e a empurrou para o lado.

Bruna cambaleou e virou o rosto para encará-la com ódio.

Estava claro.

Ela já não acreditava mais em Lílian.

E Lílian, sinceramente, também não se importava.

Desde que Cristiano acreditasse nela, já bastava.

Quanto ao resto da família Pereira, acreditarem ou não fazia pouca diferença.

O único que importava era Cristiano.

Sem querer continuar discutindo com Bruna, ela virou as costas e seguiu em direção ao quarto.

Bruna percebeu para onde ela ia e soltou uma risada fria.

— Agora não tem mais ninguém para trabalhar por você. Está pensando em passar fome esta noite também?

"Isabela me obrigou", coisa nenhuma.

Para Bruna, Lílian era uma sem-vergonha. Tinha sido ela, sim, junto com Marcelo, quem matou Marcos.

Na hora do almoço, Bruna, Taís e Sabrina comeram juntas.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar