O que aquilo queria dizer, afinal?
Como ele ainda podia ficar do lado de Isabela?
A mulher o enganava daquele jeito e, mesmo assim, ele continuava a defendê-la?
Ou será que...
— Você não acredita em mim? Então vamos agora mesmo até a minha casa e confrontamos ela pessoalmente. Aí você vai ouvir com os próprios ouvidos se ela não falou hoje com um homem do País Y... E se não disse que estava com saudade dele.
Ao perceber que, mesmo àquela altura, Sérgio continuava protegendo Isabela, Taís sentiu a revolta explodir de vez no peito.
Como ele ainda podia defendê-la?
Aquilo já não era traição?
A mulher o traía, e ele ainda a protegia daquele jeito...?
Então ela era o quê, afinal?
Tinha andado tanto. Tinha ido até ali só para contar tudo a ele.
Ao se lembrar de todas as humilhações que vinha sofrendo nos últimos dias por causa daquela mulher, seus olhos se encheram de lágrimas na mesma hora.
— Está bem, eu sou sem educação, é isso? Mas eu fiquei assim por culpa dela. Você faz ideia de como ela anda arrogante dentro da família Pereira por sua causa? Ela jogou todas as minhas coisas para fora do quarto. — Tomada pela emoção, Taís perdeu de vez o controle. — E agora você ainda me bate por causa de uma mulher que te traiu?
Mesmo naquele estado, ela continuava repetindo, uma vez atrás da outra, que Isabela tinha traído Sérgio.
Afinal, Isabela ainda nem tinha se divorciado de Cristiano.
— O seu coração é generoso assim? Ela tem marido, tem amante... Então o que você é na vida dela?
No instante em que essas palavras saíram de sua boca, Taís mal percebeu quando o homem chegou até ela.
No segundo seguinte, sentiu os dedos largos de Sérgio se fecharem em torno de seu pescoço fino.
Todo o ar de seu corpo pareceu ser arrancado de uma vez só.
Até sua visão começou a escurecer.
A força na mão dele era brutal, como se realmente quisesse quebrar seu pescoço.
E ela sentiu isso.
Sentiu com clareza o peso sufocante daquela intenção assassina.
Uma crueldade densa, esmagadora...
Como se, no instante seguinte, ele fosse mandá-la direto para o inferno.
Por puro instinto de sobrevivência, Taís agarrou o pulso firme de Sérgio.
— Sol... Me... ngh...
Queria dizer me solta.
Mas, naquele momento, já não conseguia sequer formar as palavras.
Sérgio queria matá-la.
Por causa de Isabela, ele realmente queria matá-la.
No instante em que esse pensamento atravessou sua mente, Taís finalmente sentiu medo de verdade.
Ela não queria morrer.
Naquele instante, não ousou dizer mais nada que pudesse provocá-lo.
Ela estava com medo.
Porque, instantes antes, Sérgio realmente tinha querido matá-la.
Por Isabela.
Por uma mulher que, aos olhos dela, estava brincando com ele.
E, ainda assim, ele quase a matou.
Vendo que Taís continuava imóvel, Enzo se apressou em dizer:
— Senhorita Taís, o que a senhora ainda está fazendo aqui? Vá embora, rápido.
Ela tinha acabado de escapar por um fio e ainda queria continuar ali?
Estava querendo morrer?
Só então Taís pareceu voltar a si.
Tremendo da cabeça aos pés, se apoiou como pôde e conseguiu se levantar.
Jamais imaginara que procurar Sérgio acabaria daquele jeito.
Isabela o tinha traído.
Traído.
Mas, em vez de ir atrás de Isabela, Sérgio quase matou ela...!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...