Até pouco tempo atrás, Lílian pensava exatamente como Bruna.
As duas queriam uma coisa só: ver Isabela fora da família Pereira.
Mas ninguém poderia imaginar que as coisas chegariam àquele ponto.
Agora, era Isabela quem andava pela mansão como se mandasse em tudo.
E elas, que durante tanto tempo tinham sido as donas da casa, já não conseguiam nem permanecer sob o mesmo teto que ela.
Antes, Lílian daria qualquer coisa para ver Isabela escorraçada da família Pereira.
Agora, não.
Agora, o que ela mais queria era ir embora no lugar dela.
Queria deixar Nova Aurora para trás.
Ir para qualquer canto onde Isabela não existisse.
Um lugar onde nem o ar trouxesse a lembrança dela.
Bruna não disse nada.
Ao ver o estado de Lílian, apertou os lábios e foi fechando ainda mais a expressão. A irritação só aumentava.
Foi então que Taís puxou de leve a manga da mãe.
— Mãe...
Bruna virou o rosto na mesma hora, sem paciência nenhuma.
— O que foi agora?
Bastou aquele toque para o resto do controle que ela ainda tinha ir embora de vez.
Por dentro, já estava por um fio.
Taís baixou a voz:
— Eu também quero sair de Nova Aurora.
Não era só Lílian.
A essa altura, até Taís queria fugir dali e se manter o mais longe possível de Isabela.
As duas já tinham entendido o óbvio.
Enquanto Isabela continuasse na família Pereira, nenhuma delas teria um minuto de paz.
O que tinha acontecido naquele dia, com hotéis e restaurantes fechando as portas para elas, deixava isso claro demais.
Isabela era cruel.
Cruel de um jeito que ultrapassava qualquer limite.
Bruna puxou o ar fundo e retrucou:
— E você esqueceu que ainda precisa conquistar o Sérgio?
No instante em que mencionou o nome dele, sentiu o peito apertar.
Taís se calou na hora.
É claro que ela queria ficar com Sérgio.
Queria mais do que tudo.
O problema era que, com ele, nada saía do lugar.
Bruna então olhou para Lílian.
Desta vez, Lílian não escondeu mais nada.
— Eu não consigo esperar mais.
Quanto a Taís, Bruna já tinha enxergado a situação fazia tempo.
No fundo, a filha simplesmente não dava conta.
Não tinha habilidade nenhuma para conquistar Sérgio.
Se fossem esperar até Taís conseguir prendê-lo, Lílian enlouqueceria antes por causa de Isabela. E, mesmo que Isabela não a provocasse diretamente, ela acabaria sofrendo do mesmo jeito.
Lílian ainda estava de resguardo.
Tinha acabado de dar à luz.
No caminho, ligou para Cristiano.
Naquele momento, ele já estava na empresa.
Só o problema com Isabela já era suficiente para lhe dar uma dor de cabeça infernal.
Mal tinha chegado e já fora arrastado para uma reunião.
Estava no meio dela quando o celular tocou.
— O que foi?
Bruna cerrou os dentes antes de responder:
— Eu, Lílian e Taís vamos passar um tempo em Santa Vitória. Quanto a essa confusão entre você e Isabela, resolva sozinho.
O ressentimento na voz dela era evidente.
Bruna estava profundamente insatisfeita com a forma como Cristiano vinha lidando com Isabela.
Devagar demais.
Lento demais.
Tão lento que elas já não conseguiam mais suportar.
Cristiano franziu a testa.
— Vocês vão para Santa Vitória?
Bruna explodiu do outro lado da linha:
— E você queria que a gente fizesse o quê? Ficasse naquela mansão esperando ela acabar com a gente?
Quanto mais falava, mais perdia o controle.
— Olha no que a gente virou em Nova Aurora. Nenhum hotel aceita a gente. Nenhum restaurante deixa a gente entrar. Aquela mulher está fechando tudo ao nosso redor!
Bruna praticamente berrou ao telefone.
Só de lembrar o jeito frio e humilhante com que tinham sido tratadas nos hotéis e restaurantes, voltava a perder a cabeça.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...