No fim, Cristiano acabou mesmo bêbado.
Apagou de vez, desabando sobre Antônio.
Antônio franziu a testa e lançou um olhar para Renato.
— Vamos levar ele de volta para a mansão da família Pereira?
— Melhor não. Joga logo num hotel.
Aquela altura, a família Pereira devia estar um verdadeiro caos. Cristiano com certeza não queria voltar para lá agora.
Pensando em Isabela, Renato até precisava admitir: ela era impressionante.
Mas, sendo sincero, a família Pereira também não era flor que se cheirasse.
Por mais próximo que fosse de Cristiano, ele sabia muito bem que Bruna, Taís e o resto da família tinham um caráter... Bastante duvidoso.
Principalmente Lílian.
Só Cristiano mesmo não percebia que, na época em que ela trabalhava na empresa, o jeito como olhava para ele já passava longe de ser inocente.
E isso foi quando Marcos ainda estava vivo...
Renato e Antônio decidiram, então, levar Cristiano direto para um hotel.
Só que...
Os dois ficaram pasmos.
Assim que chegaram, a recepcionista conferiu o documento de Cristiano e o devolveu na mesma hora.
— Sinto muito, mas, por ordens superiores, o Sr. Cristiano não pode se hospedar em nosso hotel neste momento.
Renato ficou sem reação.
Antônio também.
Os dois se entreolharam, como se tivessem acabado de ouvir um absurdo.
Então Renato se virou para a recepcionista.
— Como é que é? Repete.
Nova Aurora, ainda por cima?
Num lugar como aquele, recusarem hospedagem ao Sr. Cristiano?
Aquele hotel queria mesmo continuar funcionando ou não?
Porque, para criar uma regra dessas, era preciso ter muita coragem.
A recepcionista manteve o sorriso profissional no rosto.
— Sinto muito.
Ela não podia dizer mais nada.
Mas aquele sorriso educado, usado para recusar, já dizia o suficiente.
Sem outra alternativa, Renato e Antônio levaram Cristiano a vários outros hotéis...
E o resultado foi sempre o mesmo: não.
— E você não tem medo de Isabela a botar fogo na sua casa também?
Renato arregalou os olhos.
Aquilo...
Aquilo realmente era assustador.
Se havia uma coisa certa, era que Isabela agora estava em guerra aberta contra a família Pereira.
Todas as propriedades da família já tinham sido incendiadas.
Se alguém ousasse acolher um deles, com o temperamento que Isabela vinha mostrando, quem podia garantir que ela não acabaria fazendo a mesma coisa com a casa dessa pessoa?
Ao pensar nisso, Renato sentiu um arrepio percorrer o corpo inteiro.
— Esquece. Melhor levar ele de volta para a mansão da família Pereira.
Diante do estado em que Isabela estava, quem teria coragem de acolher Cristiano?
Isso era praticamente chamar problema para si.
Não, não... Melhor nem cogitar.
No fim, depois de discutirem todas as opções, Antônio e Renato acabaram levando Cristiano de volta para a mansão da família Pereira.
Bruna desceu até a cozinha para procurar alguma coisa para comer.
Ela estava com muita fome...
Afinal, naquele dia, só tinha conseguido comer uma vez.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...