Ela não quis um bilhão.
Insistiu que a partilha tinha de ser feita meio a meio.
No início, nenhum dos dois aceitava aquela exigência. Mas, depois de ela ter incendiado tantas propriedades da família Pereira em um único dia, Cristiano ainda assim concordou em lhe dar cinco bilhões.
Isso só mostrava o quanto, naquele momento, ele também queria que Isabela saísse daquela mansão o mais rápido possível.
Durante todo aquele tempo, ele acreditara ter se esforçado o suficiente por aquela relação.
Mas ela nunca olhava para trás.
Ela queria guerra.
E continuaria querendo.
Àquela altura, Cristiano realmente já não tinha mais o que fazer.
Isabela repetiu, saboreando cada sílaba:
— Cinco bilhões...
Ao ouvir aquele valor, ela sorriu.
Com todas as informações que Yari vinha lhe passando, ela não acreditava nem por um segundo que Cristiano fosse capaz de lhe entregar cinco bilhões de uma só vez.
Com todos os problemas em que ele estava metido agora, nem ele mesmo devia saber quanto dinheiro ainda teria de despejar para tapar os buracos.
E, ainda assim, naquele momento, queria lhe dar cinco bilhões.
Afinal, o quanto ele queria aquele divórcio?
Cristiano falou, com a voz endurecida:
— Não era isso que você sempre quis? Pegue esses cinco bilhões e suma da família Pereira. Saia... Saia de Nova Aurora.
Ele não queria mais vê-la.
Se era para acabar, então que acabasse de uma vez por todas.
Com cinco bilhões, ele acreditava que, para onde quer que ela fosse, viveria muito bem.
Naquele instante, parecia que, no mundo dos dois, o melhor desfecho possível era justamente aquele: cada um seguir o próprio caminho.
Isabela arqueou a sobrancelha.
— Mas agora eu não quero me divorciar.
Cinco bilhões para comprar uma paz eterna entre eles?
Para enterrar aquele ódio para sempre?
Como isso seria possível?
Cristiano cerrou os dentes.
— Então me diga... Que sentido existe em continuar assim? Em um único dia, você transformou a vida delas num caos.
Isabela devolveu, afiada:
— Já está doendo tanto assim?
— E isso ainda não basta? — Cristiano retrucou.
— Bastar? Nem de longe.
Tinha sido só um dia.
Apenas um dia, e elas já estavam sofrendo a ponto de não aguentarem mais.
Então o que, afinal, ela queria?
Aquele era exatamente o valor que ela havia exigido antes.
E agora que ele tinha concordado...
Isabela respondeu, sem vacilar:
— O que eu faço depende do meu humor. Mas divórcio... Isso está fora de questão.
As palavras "fora de questão" saíram de sua boca com uma firmeza brutal.
Cristiano sentiu a respiração travar na garganta, sem conseguir subir nem descer.
Os olhos dos dois se encontraram.
O olhar de Cristiano ficava cada vez mais frio.
O de Isabela, cada vez mais duro.
Cristiano falou, em tom cortante:
— Pense bem. Se se divorciar agora, serão cinco bilhões. Mas, se não aceitar, daqui para a frente...
Daqui para a frente, o quê?
Cristiano não concluiu a frase, mas a ameaça em sua voz era clara.
Isabela soltou, com desdém:
— Em vez de me ameaçar, era melhor pensar em como vai resolver os problemas em que você mesmo se meteu.
E ele ainda tinha coragem de ameaçá-la?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...