Bruna mandou chamar Cristiano. Queria avisá-lo de que Lílian havia passado mal outra vez.
Só que, quando a empregada chegou e viu o abdômen de Cristiano coberto de sangue, levou um susto tão grande que saiu correndo para chamar Bruna.
Assim que soube, Bruna veio às pressas.
Taís também apareceu.
No instante em que viu o sangue no abdômen de Cristiano, Bruna quase desmaiou de raiva.
— Isabela, sua vadia. O que foi que você aprontou agora?
Ela correu para examinar o ferimento do filho.
Foi então que Isabela falou, em voz glacial:
— Sumam todos do meu quarto.
Bruna e Taís ficaram sem reação.
Cristiano também.
Ao ouvi-la dizer aquilo naquele tom tão frio, Bruna quase explodiu.
— Sua vadia. Como você pôde fazer isso com ele? Ele sempre esteve do seu lado, sempre te protegeu. Como consegue tratar assim um homem que passou a vida te defendendo?
Ver o próprio filho ferido despedaçou Bruna por dentro. Tomada pela dor e pela fúria, ela avançou para cima de Isabela, pronta para agarrá-la.
Depois de tudo o que havia acontecido naquele dia, sua paciência já tinha se esgotado havia muito tempo.
Ela queria despedaçar Isabela.
Mas havia se esquecido de uma coisa.
Desta vez, Isabela tinha vindo preparada.
Os empregados que montavam guarda do lado de fora, ao verem Bruna prestes a avançar sobre ela, invadiram o quarto no mesmo instante e a imobilizaram no chão.
Faltou um passo.
Só um passo.
Mas Bruna acabou prensada contra o chão com brutalidade. Quando ergueu os olhos para Isabela, só havia ódio neles.
— Me soltem. Me soltem.
— Isabela!
Bruna berrou, fora de si.
Sentada no sofá, Isabela apenas a observava com calma. Observava aquela mulher que queria despedaçá-la, mas que, no fim, não podia fazer absolutamente nada contra ela.
Ao ver aquele semblante impassível, Bruna sentiu o sangue ferver de raiva.
Ela então se virou para Cristiano, transtornada:
— Cristiano, você ainda vai deixar essa mulher continuar na família Pereira?
Já que não conseguia fazer nada contra Isabela, toda a sua fúria acabou sendo despejada sobre o filho.
Agora Isabela já ousava levantar a mão até contra Cristiano. Que sentido havia em manter uma mulher assim na família Pereira?
E, no mesmo instante, sentiu algo dentro dele desabar por completo.
Ainda assim, era melhor do que continuar preso àquela guerra sem fim com ela.
Ao ouvir da boca de Cristiano aquelas três palavras, "vamos nos divorciar", Isabela primeiro ficou imóvel por um breve instante.
Depois, os cantos de sua boca começaram a se erguer devagar, num sorriso enviesado, quase perverso.
Aquele sorriso não era igual à calma indiferente de antes.
Era o prazer de quem havia conseguido exatamente o que queria.
Era satisfação.
Era triunfo.
E, naquele instante, aquele sorriso feriu os olhos de Cristiano como uma lâmina.
Isabela voltou a se sentar no sofá. Não disse nada.
Mas aquele sorriso continuava ali, preso em seus lábios.
Cristiano sentiu a respiração travar.
— Cinco bilhões. Basta?
Era a indenização do divórcio.
A exigência que ela havia feito antes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...