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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 334

Dizendo de forma mais direta, o que ele estava insinuando era simples: o que ela estava fazendo era completamente inadequado.

Afinal, Isabela já estava casada com Cristiano havia anos. Como não entenderia os sentidos ocultos por trás de cada palavra dele?

Ao ouvir aquilo, ela soltou uma risada fria.

— Eu até posso mandar o meu pessoal preparar comida para elas. Mas elas teriam coragem de comer?

Cristiano ficou em silêncio.

No mesmo instante, um peso afundou em seu peito.

Os olhares dos dois se cruzaram. Nos olhos de Isabela, havia um sorriso carregado de provocação. Nos de Cristiano, restava apenas um frio cortante.

Ele respirou fundo, sombrio.

— Me diga de uma vez... Por que você voltou?

Era evidente que, depois de um único dia, a família Pereira já tinha mergulhado no caos.

E a paciência de Cristiano também tinha chegado ao limite.

Os problemas da empresa já bastavam para deixá-lo à beira da explosão, e agora até dentro de casa a situação tinha virado uma guerra. Toda a tolerância que ele vinha tentando manter com Isabela tinha se transformado, pouco a pouco, em pura raiva.

Ao perceber que o sorriso nos olhos dela esfriava devagar, Cristiano perdeu ainda mais o controle.

— Então você não quer mais se divorciar, é isso? Se não quer se divorciar, venha comigo de volta para a Villa Monte Alto.

Isabela ergueu os olhos para ele.

— Mas a Villa Monte Alto não é a casa da família Pereira.

Cristiano franziu a testa.

— O que você quer dizer com isso?

Isabela respondeu sem pressa:

— Quero dizer que sou sua esposa, Cristiano. Sou da família Pereira. Então, é claro que posso escolher morar na mansão da família Pereira, não posso?

Cristiano ficou sem palavras.

Isabela continuou, com a voz cada vez mais carregada de ironia:

— Antes, elas não viviam querendo que eu voltasse? Tirando os feriados e as datas especiais, quando você estava trabalhando, elas viviam me ligando e mandando que eu viesse para cá. E agora? Agora que eu voltei, ficaram infelizes? Não é ótimo? Já que gostavam tanto que eu viesse servi-las, então pronto, agora moro aqui de vez.

Ao ouvir a palavra "servi-las", Cristiano deu uma tragada ainda mais funda no cigarro que tinha entre os dedos.

— Desde quando você ficou tão obediente assim?

Antes...

Antes, Bruna vivia dizendo um monte de coisas. E quando foi que Isabela realmente a obedeceu?

Naquela época, todo mundo dizia que, com alguém da origem dela se casando com a família Pereira, só podia acabar sendo esmagada por eles.

Bruna também pensava assim.

Naquele instante, Bruna estava tão furiosa que quase perdeu os sentidos.

Isabela respondeu com toda a calma do mundo:

— Eu trouxe um grupo tão grande de pessoas para servir vocês. Isso ainda não é prova suficiente da minha sinceridade?

Bruna, Taís e Lílian ficaram em silêncio.

Cristiano também.

Isabela continuou, como se estivesse sendo perfeitamente razoável:

— Eu voltei de coração, sinceramente disposta a servir vocês, mas vocês mesmas não deixam. Eu só mandei verificar se a comida feita por gente de fora prestava mesmo, e vocês já pararam de comer na mesma hora.

Ela fez uma breve pausa, e sua voz se tornou de repente afiada como uma lâmina:

— Se isso não é ser difícil de agradar, então eu já não sei mais o que é.

— Você... Você chama aquilo de verificar? — Bruna explodiu, tremendo de raiva. — Aquilo foi envenenar a comida, isso sim!

Naquele instante, Bruna estava tão furiosa que quase saltava do chão.

Ela jamais tinha visto Isabela agir de forma tão descarada.

Depois de tudo o que elas tinham sofrido ao longo daquele dia, já estavam praticamente morrendo de fome, com o estômago colado nas costas, e ainda por cima Isabela tinha armado um caos atrás do outro.

E, mesmo assim, diante de Cristiano, ela ainda tinha a cara de pau de se gabar, dizendo que havia trazido tanta gente de volta só para servi-las.

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