— O caráter seu também é bem duvidoso. — Larissa respondeu, sem a menor cerimônia.
— Ei, espera aí, isso já não é justo. Eu não sou igual a ele. Se você desconfia dele, por que eu acabei entrando no pacote também?
Larissa rebateu na mesma hora:
— Minha mãe diz que os iguais se atraem.
Renato ficou sem palavras.
Essa filhinha da mamãe, até para saber quem prestava e quem não prestava, ainda precisava ouvir a mãe?
Antes que Renato pudesse dizer mais alguma coisa, Larissa desligou na cara dele.
Ouvindo o sinal seco do outro lado da linha, Renato ficou completamente atordoado.
Então era isso? Por causa de Cristiano, ele também tinha acabado sendo arrastado para o meio daquilo?
Mas ele não tinha feito nada.
Aquilo era injusto demais...!
Esse Cristiano realmente era um desastre.
Problema de família era complicado?
Complicado nada. Foi ele quem deixou tudo virar esse inferno.
Na mansão da família Pereira, Isabela levava uma rotina de uma tranquilidade quase provocadora: comia, dormia, acordava e voltava a comer.
Em meio àquele caos todo, ela acabara se tornando a única pessoa realmente tranquila em toda a família Pereira.
Por mais ferozes que Bruna, Taís e Lílian parecessem, nenhuma das três conseguia sequer se aproximar dela.
Foi então que Sérgio ligou.
Do outro lado da linha, ele perguntou em tom leve:
— Como foi o seu dia hoje?
Isabela sorriu.
— Vitória logo na primeira batalha.
Sérgio soltou um som baixo de aprovação.
— Já fiquei sabendo do que aconteceu por aí.
Isabela franziu levemente a testa.
— Como... Você soube?
"Será que havia gente de Sérgio infiltrada na mansão da família Pereira?"
Ao pensar nisso, Isabela lançou um olhar instintivo para o grupo de empregados atrás dela.
Sérgio respondeu com calma:
— Você fez um estrago tão grande hoje, queimou tanta coisa de uma vez, que seria difícil eu não ficar sabendo.
Ao ouvir aquilo, Isabela soltou uma risada baixa.
Então Sérgio perguntou:
— Seu coração ficou um pouco mais leve agora?
Quando Cristiano voltou, os empregados estavam justamente colocando o jantar dela na mesa.
Havia apenas uma porção, a dela.
Bruna e as outras não estavam em casa.
Ao ver a casa cheia de rostos desconhecidos, Cristiano franziu a testa involuntariamente.
Quando notou que ele tinha chegado, Isabela lançou apenas um olhar rápido em sua direção e logo desviou os olhos, continuando a comer como se nada tivesse acontecido.
Cristiano caminhou até ela, puxou a cadeira e se sentou.
Vestia um terno preto. A camisa preta por baixo estava com o primeiro botão aberto. Claramente, ele tinha se sentido sufocado no carro e já havia arrancado a gravata.
Cristiano acendeu um cigarro, deu uma tragada e perguntou, num tom aparentemente calmo:
— No almoço também fizeram comida para uma pessoa só?
Isabela ergueu os olhos para ele.
— Tem algum problema com isso?
— Por que você voltou?
A voz de Cristiano estava visivelmente mais fria.
E Isabela compreendeu perfeitamente o que ele queria dizer com aquilo.
Se tinha voltado, então devia aceitar aquele lugar como sua casa.
Se não pretendia se assumir como parte da família Pereira, não havia razão alguma para ter voltado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...