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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 328

Como aquilo podia ter pegado fogo?

Um incêndio...

Assim que esse pensamento lhe atravessou a mente, Taís se lembrou dos incêndios que vinham acontecendo com frequência naquele período, ora no Condomínio Vila Real, ora nas propriedades de Vanessa.

E, sem precisar pensar muito, soube quem estava por trás de tudo aquilo: Isabela.

Agora até Residencial Parque Imperial tinha pegado fogo...

Então aquilo também tinha sido obra dela?

Pouco tempo antes, o irmão mandara que Taís devolvesse tudo o que havia tomado de Isabela.

No fim, Taís tinha ficado apenas com a casa de Residencial Parque Imperial, justamente a de que mais gostava.

Então aquele incêndio...

Tinha sido coincidência?

Ou Isabela tinha feito aquilo de propósito?

Mal desligou a ligação, outro telefonema entrou em seguida.

Dessa vez, a notícia era de que a casa dela em Condomínio Bela Vista também estava em chamas.

Taís ficou paralisada.

Residencial Parque Imperial. Condomínio Bela Vista.

Uma casa atrás da outra.

Quem acreditaria que aquilo era coincidência?

E, se não era coincidência...

Então tinha sido Isabela, não tinha?

Aquela desgraçada...

Só podia ter sido ela.

O peito de Taís subia e descia de tanto ódio.

— Já entendi.

Assim que encerrou a chamada, ela se virou para Lílian.

— Cunhada, eu preciso sair.

— Parque Imperial e Bela Vista pegaram fogo... Será que...

Lílian não terminou a frase.

Mas Taís entendeu perfeitamente o que ela queria insinuar.

E, no instante em que percebeu isso, explodiu de vez.

— Foi aquela vadia da Isabela, eu tenho certeza. Eu vou matar aquela desgraçada.

Naquele momento, Taís estava realmente fora de si de tanta raiva.

Parque Imperial ainda vá lá, afinal, aquela casa tinha sido arrancada das mãos de Isabela pela mãe deles.

Mas Bela Vista?

Com que direito Isabela tinha mandado incendiar aquele lugar?

O que aquela casa tinha a ver com ela?

Taís estava transtornada de fúria. Enquanto saía às pressas, ainda disse a Lílian:

— Pede pra mamãe levar você pra comer alguma coisa lá fora.

— Ah, então você quer falar de castigo. Eu também acredito nisso... Só que, agora...

Ela não terminou a frase.

Agora, o quê?

Isabela não continuou.

Se havia uma coisa em que ela realmente acreditava, era nisso: o castigo sempre chegava.

E, naquele momento, por exemplo...

Ela mesma era o castigo de toda a família Pereira.

Foi então que o celular de Taís voltou a tocar.

Igual ao que tinha acontecido com Bruna.

E, a cada ligação que atendia, a fúria dentro dela só aumentava, cada vez mais difícil de conter.

No fim, ela nem teve tempo de continuar acertando contas com Isabela.

Saiu às pressas, correndo porta afora.

O ambiente finalmente mergulhou em silêncio.

Wallace observava, um após o outro, os golpes implacáveis que Isabela vinha desferindo.

E não conseguia deixar de se perguntar por que ela era tão cruel com as pessoas da família Pereira.

Mesmo assim, ainda a advertiu em voz baixa:

— Senhora, o senhor Yari disse que a senhora precisa voltar logo para o País Y. Então, no momento, o mais importante é se divorciar do Sr. Cristiano o quanto antes.

— Fique tranquilo. Isso não vai atrapalhar em nada. — Respondeu Isabela sem pressa.

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