Aquilo já era um absurdo completo.
Era uma afronta descarada.
Fora de si, Taís disparou escada acima.
— Suas sem-vergonha. Ponham tudo de volta no lugar.
Ela subia xingando sem parar.
Uma das empregadas então perguntou, com toda a calma:
— Não tem onde pôr? Então vamos deixar na sala mesmo.
No instante em que terminou de falar, as duas soltaram tudo lá de cima.
Com um estrondo seco, os objetos despencaram e se espatifaram no chão.
As coisas tinham sido retiradas às pressas, todas amontoadas. Agora, estavam espalhadas por toda parte.
Em poucos segundos, a sala inteira virou um caos.
Os nervos de Taís já estavam por um fio.
E, ao ver aquele bando fazendo aquilo dentro da casa dela, perdeu completamente o controle.
— Isabela, sua vadia. Pega essa gente e some daqui.
Taís já vinha guardando um ressentimento enorme por causa da proximidade entre Isabela e Sérgio.
Agora, ao vê-la aparecer com um grupo daqueles e ainda tratá-la daquela forma dentro da casa dos Pereira, não se conteve nem por um segundo. Abriu a boca e partiu direto para os insultos.
Só que, no exato instante em que aquelas ofensas saíram de sua boca, Wallace, que estava atrás de Isabela, lançou um olhar para uma das empregadas.
A mulher entendeu na hora.
Assentiu com respeito e, em seguida, avançou escada acima em passos firmes. Ergueu a mão e deu uma bofetada em Taís sem a menor hesitação.
Pá.
O movimento foi limpo, rápido e preciso.
E foi justamente o som daquele tapa que fez Taís, ainda pronta para continuar xingando Isabela, se calar na mesma hora.
Até Bruna ficou paralisada diante da violência daquele golpe.
Ela simplesmente não conseguia acreditar que Isabela tivesse ousado fazer uma coisa dessas.
Taís também levou a mão ao rosto, incrédula. Logo em seguida, recebeu outro tapa, desta vez do outro lado da face.
Pá.
O som seco da bofetada pareceu arrebentar de vez os nervos de toda a família Pereira.
Taís enlouqueceu de vez. Virou-se para Isabela com os olhos em brasa.
— Sua desgraça, sua...
Pá.
Desta vez, antes que ela terminasse de xingar, a empregada já tinha cortado o resto das palavras com mais um tapa.
Taís arfava, transtornada. Olhou para a empregada à sua frente quase sem conseguir respirar de tanta raiva, ergueu a mão e tentou revidar.
Mas seu pulso foi agarrado com firmeza no ar.
No instante seguinte, ela já não conseguia se mexer.
Mas, no instante em que conseguiu se erguer, uma das empregadas pisou com força no dorso da sua mão.
A dor foi tão brutal que ela soltou um grito agudo na mesma hora.
Uma única empregada tinha conseguido conter Bruna e Taís ao mesmo tempo.
Outra se aproximou de Isabela com um copo de suco recém-preparado.
— Senhorita, tome um pouco de suco primeiro. Na cozinha ainda vai demorar um pouco.
— Obrigada.
Isabela respondeu em tom indiferente, pegou o copo que a empregada lhe oferecia e começou a beber devagar, com toda a calma do mundo.
Bruna sentia que estava chegando ao limite.
Vendo o rosto da mãe cada vez mais arroxeado, Taís se virou para Isabela e rugiu:
— Isabela, sua sem moral, sua...
Ela ainda queria continuar xingando, mas o pé sobre sua mão pressionou de repente com ainda mais força.
Foi a primeira vez.
A primeira vez em todos aqueles anos de vida mimada, arrogante e mandona, que Bruna e Taís eram esmagadas daquele jeito, sem conseguir sequer se mexer.
Taís sentiu como se os ossos da mão fossem se partir.
A dor a fez tremer da cabeça aos pés.
O rosto de Bruna ficava cada vez mais pálido.
E Taís, que jamais abaixava a cabeça para ninguém, agora parecia ter todos os ossos do corpo amolecidos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...