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A Última Chance da Luna Adoecida romance Capítulo 240

— Heterocromia. — Murmurei, olhando para Alexander novamente apenas para encontrá-lo ainda parado na porta. Ele não respondeu de início, ocupado demais encarando com os olhos arregalados o filho, que de repente estava calmo.

— Desculpe... O que você disse? — Ele balançou a cabeça.

— Heterocromia. — Ajeitei Lucien nos braços e dei leves batidinhas nas costas dele quando ele começou a se agitar de novo.

— Ele tem olhos de cores diferentes.

— Ah. Certo. — Eu poderia jurar que vi o mais leve esboço de sorriso repuxar os lábios de Alexander, mas desapareceu antes de tomar forma.

— É. Um azul, um verde. Os olhos da minha esposa são... eram... azuis.

Minha garganta apertou com a suavidade na voz dele e a maneira como ele quase pareceu esquecer que eu estava morta. Brevemente, me perguntei se estive errada a seu respeito. Mas antes que eu pudesse me prender a isso, Lucien soltou um soluço, chamando minha atenção novamente.

Pelos minutos seguintes, caminhei suavemente pelo quarto, ninando Lucien, cantarolando e falando em sussurros baixos. Ele se acalmou rapidamente; seus soluços e gemidos finalmente se transformaram em balbucios suaves e olhos curiosos olhando para mim.

Por fim, o coloquei em seu berço. Meus cinco minutos estavam quase no fim e pareceram curtos demais. Para surpresa minha e de Alexander, Lucien não reclamou quando o deitei. Destampei o frasco de gotas e abri delicadamente a boca dele, pingando apenas uma gota debaixo da língua. Ele enrugou o rosto, mas não cuspiu nada.

Quando terminei, me afastei para olhá-lo. Uma de suas mãozinhas tinha se soltado do xale e, antes que eu pudesse sair, ele se esticou e envolveu todo o seu punho ao redor do meu dedo indicador, apertando com firmeza.

— Você é boa com ele. — Eu nem tinha percebido que Alexander agora estava ao meu lado, olhando para o nosso filho com uma expressão suave.

Mal sabia ele o quanto eu queria compartilhar este momento com ele, o pai do meu filho. Juntos. Mas eu nunca poderia contar a ele. E ainda me sentia fria em relação a ele depois de tudo o que aconteceu, então tentei não pensar muito nisso.

— Sei que não é uma entrevista — disse eu, finalmente puxando minha mão e observando Alexander prender suavemente os tubos de oxigênio ao redor da cabeça de Lucien —, mas espero ter provado meu valor para o senhor esta noite.

— Provou. — Alexander colocou a mão sobre o peito de Lucien, parecendo quase aliviado ao sentir o subir e descer suave, e então se virou para mim.

— Você está contratada.

— O quê? Assim, sem mais nem menos? — Soltei de repente.

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