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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 7

Ele se lembrava muito bem do quanto Clarice se importava com Orlando. Se, por acaso, ela acordasse e se arrependesse, o que ele fizesse agora se tornaria um abismo entre os dois.

No dia seguinte, Clarice acordou bem cedo. O encontro inesperado com Erasmo na noite anterior ainda parecia um pouco irreal. Ela saiu da cama às pressas para confirmar, mas foi informada de que ele já havia saído para trabalhar.

Clarice ficou sentada à mesa de jantar, absorta em pensamentos. Pelo visto, tudo o que aconteceu na noite passada era real.

— Srta. Adriel, deseja tomar o café da manhã agora? — perguntou Paula.

— Sim, por favor. — Clarice voltou a si e concordou com um sorriso.

Logo, uma mesa farta de café da manhã começou a ser servida.

Tudo o que via eram os seus pratos favoritos.

Clarice ficou ligeiramente surpresa.

— Srta. Adriel, antes de sair, o senhor fez questão de nos informar sobre as suas preferências. Por favor, prove e veja se está do seu agrado. — disse Paula.

Clarice sentiu um nó repentino na garganta e seus olhos arderam. Desde quando ela chorava tão facilmente?

Ela pegou os talheres e provou um pouco de cada coisa.

Aquele sabor tão profundamente familiar espalhou-se de sua boca até o seu coração.

Ao longo de cinco anos, de tanto tentar se adaptar aos gostos de Orlando, ela quase havia esquecido das suas próprias preferências.

Vendo que Clarice permanecia em silêncio, Paula pensou que a comida não estava ao seu gosto.

— Srta. Adriel, o sabor não está bom? Se não estiver, me avise que eu tentarei preparar de outra forma. — preocupou-se Paula.

— Está uma delícia, Paula. — Clarice largou os talheres, piscou para afastar as lágrimas e ergueu o olhar com um sorriso.

Após cinco longos anos, Clarice finalmente voltou a sentir o que era ser cuidada e amada por alguém.

Ela acabou ficando ali por dois dias, e Erasmo não retornou nesse período. Sem ter o que fazer, Clarice sentou-se no quiosque do quintal para admirar as flores e as plantas.

A palma da mão, cortada pelo bracelete, já havia cicatrizado. Erasmo havia lhe dito que levara a joia para ser restaurada.

Ela se perguntava se haveria conserto.

Ela olhou para cima, apertando levemente os olhos contra o sol que brilhava alto no céu.

Chegara a hora de pôr um ponto final na história entre ela e Orlando.

Uma variedade deslumbrante, que tinha absolutamente de tudo.

Ver aquilo novamente ainda lhe causava um pequeno choque.

Parecia que ela havia voltado ao tempo em que sua mãe ainda estava viva, à época em que era uma princesinha mimada.

Pensando bem agora, nos dois anos de casamento com Orlando, que tipo de vida lamentável ela havia levado?!

Enquanto isso, no Grupo Carneiro, Evelise, que acabara de ligar para Clarice, tremia de medo no escritório do presidente.

— O que ela disse?

Orlando falou com frieza, o rosto sombrio, como se estivesse reprimindo uma imensa raiva.

Maldita Clarice! Será que ele havia sido bom demais para ela?

Ela não só teve a ousadia de bater nele, como também atirou os papéis do divórcio em sua cara.

Ela achava mesmo que conseguiria chamar a sua atenção com truques como esse?

Que piada.

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