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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 127

Assim que a ligação terminou, a voz de Erasmo voltou a soar perto de seu ouvido.

— Se você não quiser ir, eu falo com a avó, não tem problema. Sei que ainda não está pronta e não vou forçá-la. Mas, Clarice, acho que nunca te contei que o que existe entre mim e a Kátia é apenas um acordo de negócios. Não há sentimentos envolvidos, e, além disso, ela já gosta de outra pessoa.

— Como assim? Ela gosta de outra pessoa? — perguntou Clarice, surpresa.

Ele beliscou suavemente a bochecha dela, levantou-se e começou a se vestir, como se não houvesse mais ninguém no quarto.

Ela desviou o olhar rapidamente; ele estava agindo com uma intimidade desconcertante.

— Sim, o nosso noivado é só uma fachada para lidar com o Ezequiel e com a avó. Nós nunca iríamos nos casar de verdade. — explicou ele.

— Então... — murmurou Clarice.

Erasmo já havia se vestido completamente, escondendo a sua atraente linha em V sob as roupas.

— Clarice, de qualquer forma, eu já sou seu. Se você não quiser assumir a responsabilidade e preferir me abandonar como uma mulher insensível, eu não direi nada. O que posso fazer se tenho um fraco por você? — disse ele, afagando o cabelo dela.

— Termine de se arrumar com calma. Vou descer para ver o almoço, você deve estar faminto. — disse Clarice.

Erasmo saiu, e ela continuou apertando o lençol entre as mãos, deixando-o completamente amassado.

Mordendo o lábio inferior, perguntava-se: como as coisas tinham chegado a esse ponto?

Ao ver o patrão descer as escadas com uma expressão radiante, Diogo aproximou-se com um sorriso.

— Senhor, correu tudo bem ontem à noite? — perguntou Diogo.

— Você anda bem fofoqueiro, não acha? — retrucou Erasmo, com um sorriso de canto, enquanto caminhava para a sala de estar.

— As questões importantes da vida do senhor precisam de atenção constante. O senhor deseja que o médico da família venha dar uma olhada na senhora? — sugeriu o assistente, seguindo-o de perto.

— É, você pensou em tudo. — disse Erasmo, lançando-lhe um olhar de soslaio enquanto um sorriso curvou seus lábios.

— É o meu dever. O senhor já não é mais um garoto, o casamento e os filhos já deveriam estar na sua pauta.

— Deixe o almoço preparado. — ordenou Erasmo, hesitando por um breve momento antes de sentar-se no sofá.

— Não é nada. — respondeu ela com um sorriso forçado, envergonhada demais para admitir e escondendo o desconforto nas pernas.

— Vou levá-la no colo. — disse Erasmo.

— Não...

Antes que pudesse terminar, foi erguida nos braços dele.

— Se as pernas estão doendo, é só falar. Desde quando você age com tanta cerimônia comigo? — murmurou Erasmo.

Ele a acomodou no sofá e colocou as pernas dela sobre o seu próprio colo.

Suas mãos começaram a se mover, fazendo uma massagem suave e reconfortante a partir das panturrilhas.

No passado, era comum que ele fizesse esse tipo de coisa por ela, sem que isso parecesse algo fora do comum.

Mas, após os eventos da noite anterior, o estado de espírito de Clarice havia mudado. Diante dele, já não conseguia manter o coração sereno.

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