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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 135

Erasmo aconselhou Clarice a ignorar Kelton e disse que, se o rapaz tentasse ultrapassar os limites novamente, ela não precisava ser educada.

Em seguida, Erasmo lembrou-se de um detalhe crucial: a segurança física dela.

Ela era uma mulher sem qualquer treinamento de defesa pessoal. Se alguém tentasse machucá-la, ela não teria a menor chance de reagir.

Ainda por cima tinha o Orlando, que continuava obcecado por ela, e agora também o Kelton.

Sendo assim, os dois chegaram a um acordo: Clarice começaria a aprender defesa pessoal e algumas técnicas básicas de sobrevivência.

Dessa forma, se enfrentasse algum assédio ou perigo no futuro, ela não ficaria totalmente vulnerável.

E o instrutor de lutas? O próprio Erasmo.

Clarice concordou imediatamente. Ela conhecia as habilidades de combate de Erasmo, e tê-lo como professor seria perfeito.

Para garantir a segurança dela fora de casa, Erasmo contratou duas guarda-costas mulheres, ambas altamente treinadas.

No dia seguinte, justo quando os dois se preparavam para ir ao hospital visitar Dona Alves, o celular de Erasmo tocou.

Era uma ligação de Kátia.

Ela avisou que Ezequiel a havia convocado repentinamente para a mansão da Família Alves, e que já estava a caminho de lá.

Após trocar algumas palavras rápidas de instrução, Erasmo desligou o telefone.

— Vá primeiro ao hospital ver a vó. Eu preciso passar na Vila de Alves.

— Tudo bem. Devo avisar a vó sobre isso?

Afinal, Kátia era quem havia salvado a vida de Dona Alves no passado. Se o filho da matriarca estivesse criando problemas para sua benfeitora, a idosa deveria estar ciente da situação.

Porém, Clarice temia que o coração da matriarca não suportasse o estresse.

— Pode contar toda a verdade para ela. A vó sabe muito bem como lidar com isso.

Clarice ergueu os olhos e fitou Erasmo.

— O Tio Ezequiel não vai tentar dificultar as coisas para você, vai?

Erasmo abriu um sorriso de lado e bagunçou o cabelo dela com carinho.

— Você acha mesmo que eu tenho medo dele?

Clarice deu risada. Era verdade. A sua preocupação excessiva havia ofuscado o seu julgamento; ela estava sofrendo por antecipação.

A convocação de Kátia por Ezequiel provavelmente era apenas uma tentativa de intimidação.

Erasmo levou Clarice até o hospital antes de virar o carro e seguir rumo à Vila de Alves.

Assim que Clarice chegou à porta do quarto, ouviu o som de risadas. Ao empurrar a porta, deparou-se com o ambiente alegre.

Ela entrou sorrindo e perguntou.

A idosa apertou o botão de chamada ao lado da cama, e, logo em seguida, o médico plantonista entrou no quarto.

Dona Alves deu as ordens imediatamente.

— Ligue para o Ezequiel e diga que o meu estado é crítico. Fale que preciso de uma assinatura urgente de um familiar.

O médico obedeceu e fez a ligação.

Meia hora depois, Ezequiel chegou correndo ao hospital, esbaforido.

Ao ver que Dona Alves estava completamente sã e salva, percebeu na mesma hora que havia sido enganado.

— Não coloque a culpa no médico. Desembuche: o que você queria com a Kátia?

— Não estávamos organizando um casamento? Como um dos membros mais velhos, eu só queria pedir a opinião dos mais jovens.

Dona Alves lançou-lhe um olhar desconfiado.

— Ah, era sobre isso? E então, já tomaram uma decisão?

— O dia vinte e oito de maio do ano que vem seria uma data extremamente favorável.

Dona Alves arqueou a sobrancelha e soltou uma risada gélida.

— Daqui a um ano? Nossa, como você é prestativo. Tudo bem, então eles só vão assinar a certidão de casamento agora, e eu não farei oposição a realizar a festa no ano que vem.

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