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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 928

Laís sabia que seria como falar com as paredes e rapidamente desistiu de continuar a discussão.

A ambulância chegou naquele momento. Laís e Jorge se apressaram a ajudar a colocar Débora no veículo.

Débora, já recuperando vagarosamente a consciência mesmo sobre a maca, agarrou com força as mãos de Laís e Jorge:

— Não importa o que aconteça, vocês precisam proteger a Torre dos Ventos a todo custo, ouviram bem?

Laís e Jorge assentiram, respondendo em uníssono:

— Vó, não se preocupe, nós vamos conseguir.

A ambulância partiu apressada, levando Débora, acompanhada por Clara.

Daniel puxou Jorge e Laís para o lado e falou num tom contido:

— Aguentem as pontas mais um pouco. Nossos contatos já acionaram diversos órgãos de Marbella e Suzano e eles estão a caminho.

— Eles devem chegar em mais ou menos meia hora. Durante esse tempo, vocês não podem deixar que continuem a obra de jeito nenhum.

— Quando eles chegarem juntos para pressioná-los, tomarão medidas muito duras pelas atitudes da Zoraida hoje.

Daniel bateu levemente no ombro de Jorge. — Essa meia hora depende de você e da Laís.

— Não me sinto seguro deixando sua mãe sozinha no hospital, ela tem dificuldade para resolver certos trâmites que eu sempre cuidei, então estou indo para lá.

Depois de dizer isso, Daniel entrou rapidamente no carro e deixou o local.

Jorge e Laís o viram partir e trocaram um olhar cúmplice.

Ao se virarem, porém, viram Zoraida, implacável, ordenando aos trabalhadores que retomassem as atividades.

A teimosia cega de Zoraida fez o sangue de Laís ferver de indignação.

Ela foi de encontro ao trabalhador que se preparava para ligar a máquina e bradou com frieza:

— Quase ocorreu uma tragédia mortal agora e vocês ainda querem continuar? Estão dispostos a ir para a cadeia por causa de um emprego?

Ouvir tamanho desprezo fez o corpo todo de Laís tremer de indignação.

Durante anos, ela havia viajado ao lado de Débora por toda parte, avaliando inúmeras edificações antigas. Muitas delas só continuavam de pé hoje em dia graças aos esforços incessantes de preservação das duas.

Enquanto isso, muitos outros tesouros da vasta história do Brasil foram covardemente destruídos nos tempos modernos. E tudo por causa de empresários mesquinhos como Zoraida Vargas, desprovidos de qualquer apreço pela nação e de olhos fixos apenas nos lucros iminentes.

— Zoraida, Jorge e eu jamais permitiremos que você continue a obra hoje!

Laís reiterou a sua posição de forma irredutível.

Testemunhar a mesma teimosia e devoção ferrenhas que haviam em Débora naqueles dois a fez perder a cabeça. A racionalidade de Zoraida evaporou completamente.

A sua mente, obscurecida pela raiva, decidiu-se de vez:

— Laís, essa é a última chance que dou a vocês. Vão sair ou não?

— Se vocês não sumirem agora, ordenarei que meus funcionários usem a força e tirem os dois a pontapés!

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