Laís fechou os olhos, com o corpo tremendo levemente.
A mão de Jorge escorregou para dentro da camisola dela, massageando suavemente sua cintura esbelta e macia.
O desejo, reprimido por cerca de trinta anos, agora irrompia como uma maré revolta, expandindo-se fora de controle, como um cavalo selvagem indomável que não podia ser contido.
Ele a beijava com força, com profunda paixão...
Laís manteve os olhos fechados, sentindo a intensidade avassaladora de Jorge.
Naquele momento, ela sentia todo o desejo dele sobre si, como se sua própria resistência estivesse prestes a desaparecer por completo.
Mas justo quando a mão de Jorge deslizava lentamente para o baixo ventre dela.
Quando tudo estava prestes a acontecer.
O celular de Jorge tocou de repente, e o toque insistente quebrou o ritmo dos dois em um instante.
Jorge foi forçado a pegar o celular, franzindo a testa ao olhar para a tela.
No visor, brilhava o número de um telefone fixo desconhecido.
Jorge sabia que o caso de Sandro ainda estava em uma fase bastante delicada.
Para evitar alertar todos os seus subordinados, os interrogatórios e as operações de captura estavam sendo conduzidos em absoluto sigilo.
Afinal, Sandro estivera entrincheirado na Colômbia por muitos anos, e sua rede de influência era vasta, envolvendo quantias exorbitantes e uma teia de relações extremamente complexas.
Por isso, mesmo que seu tio estivesse supervisionando pessoalmente o caso nos bastidores, a abordagem era tratada com extremo cuidado, prudência e confidencialidade.
Jorge temeu que a ligação fosse de um dos homens de seu tio.
Afinal, tanto ele quanto Laís eram peças-chave na atual operação de captura, e a qualquer momento poderiam ser contatados para verificar informações.
Embora já fosse tarde da noite, Jorge não ousou ignorar a chamada.
Ele rapidamente acalmou suas emoções agitadas e atendeu o telefone.
Inesperadamente, assim que a linha conectou, uma voz feminina familiar, histérica e estridente soou do outro lado:
— Você deve estar profundamente arrependida de ter trocado ouro por lixo, insistindo em se envolver com um crápula como o Sandro, para acabar na miséria de hoje, certo?
As palavras de Laís atingiram o ponto mais vulnerável do coração de Sofia com precisão cirúrgica.
Naquele instante, ela estava trancada sozinha na mansão, rodeada por garrafas de bebida vazias espalhadas pelo chão.
Sem sombra de dúvidas, ela estava arrependida, com um arrependimento que machucava fundo.
Após o divórcio com Jorge, o tratamento abissalmente diferente que passou a receber a fez perceber, de supetão, que todo o brilho que possuía antes fora dado por ele.
Ela costumava ser uma pérola cintilante, mas agora, transformara-se em uma bolinha de gude turva e insignificante, jogada no lixo.
Agora ela era simplesmente como um rato escorraçado por todos nas ruas.
Ninguém queria chegar perto dela, e ela não conseguia encontrar nenhuma saída.
Todo o seu orgulho havia sido exaurido pelos golpes sucessivos que sofrera.

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