Clara Campos quase chorou de tanto rir:
— Muito bem dito, muito bem dito, isso mesmo, a pressão para ter filhos tem que vir da mãe da noiva, senão as pessoas vão dizer que sou uma sogra cruel que mal a nora entrou pela porta e já estou cobrando netos.
Daniel Andrade falou com toda a seriedade:
— Nós não estamos pressionando em absoluto, apenas achamos genuinamente que, com a genética tão boa da Laís e do Jorge, deveriam ter mais filhos. Quanto a cuidar das crianças, não se preocupem, nossa família tem muitas pessoas que podem ajudar a cuidar, vocês só precisam tê-los, e a responsabilidade de criar pode deixar para mim e sua mãe.
Lídia Lima riu alto e ergueu seu copo:
— Certo, a tarefa de pressionar por netos pode deixar comigo no futuro. Em nome da família Linhares, brindo aos mais velhos da família Andrade. Se no futuro a Laís cometer algum erro, por favor, sejam compreensivos com ela.
...
Todos se reuniram felizes e harmoniosos no mesmo salão.
Laís pensava que, em uma grande e rígida família como a Andrade, as regras com certeza seriam muito maiores do que as da família Vasconcelos, e que os mais velhos seriam muito mais arrogantes.
Mas, para sua surpresa, todos eles eram tão acessíveis e informais quanto Daniel e Clara.
Só então ela percebeu que a educação mais refinada não é fazer as pessoas se curvarem a todo momento, como a família Vasconcelos exigia, mas sim fazer com que todos se sintam acolhidos, para que cada novo membro da família queira instintivamente se integrar e participar.
Depois do jantar.
Sob as fortes insistências de Clara, Laís e Jorge, acompanhados de Aline, pernoitaram na casa da família Andrade.
O dia seguinte era segunda-feira, o dia em que os dois iriam pegar a certidão de casamento.
Naquela noite, os quatro estavam muito felizes.
Depois que Aline adormeceu, Clara propôs que os quatro jogassem pôquer.
Laís já não jogava pôquer há muitos anos, e ao ouvir o convite, aceitou com alegria.
E assim, os quatro ficaram na sala de jogos da família Andrade, conversando, rindo e jogando pôquer até a noite cair.
As habilidades de Laís no jogo estavam um pouco enferrujadas, e Jorge ficava secretamente pegando leve com ela.
E Clara e Daniel também cediam, perdendo continuamente para Laís.
Laís estava sentada na cama, olhando para ele com um sorriso no rosto, e quanto mais olhava, mais alegre seu coração ficava.
— Seu cabelo ainda está um pouco úmido, venha cá, eu seco para você.
Jorge pegou o secador e fez um sinal com a mão para Laís.
Laís aproximou-se, e ele pegou os cabelos de Laís de forma muito natural, secando-os delicadamente com o secador.
Seus dedos macios deslizavam suavemente entre os fios de cabelo de Laís.
O coração dela foi preenchido por um formigamento agradável.
Nesse momento, Jorge desligou o secador, e de repente segurou o queixo dela por trás, inclinou a cabeça para frente e pressionou a boca contra os lábios dela.
A outra mão segurou a cintura dela, puxando-a para os seus braços.
Ele murmurou baixinho:
— Laís, seus lábios são tão macios.

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