Entrar Via

A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 888

Clara Campos inicialmente havia voltado a sentir um certo "peso" na consciência com as palavras de Jorge, temendo que Laís pudesse julgá-la.

Mas com Laís dizendo aquilo, ela imediatamente soltou uma gargalhada alegre e, batendo no peito, disse em voz alta:

— Exatamente! Quem quiser ser uma dama, que seja! Agora, o que eu gosto mesmo é de ser uma mulher de atitude!

— Laís, eu sabia que você e a sua mãe me entenderiam! Vocês nunca achariam que estou sendo solta demais agora, certo?

Laís assentiu:

— É claro que não. Tia Clara, eu acredito que o mais importante para qualquer pessoa é encontrar a si mesma. Não devemos impor tantas regras e amarras a nós mesmos. Desde que seja dentro dos limites da lei, viver de forma intensa e livre, fazendo o que tiver vontade, é a coisa mais reconfortante do mundo!

Laís concordava profundamente com isso e expôs sua opinião com muita seriedade.

Inesperadamente, ao ouvir isso, Clara a empurrou de leve para os braços de Jorge e abriu um sorriso largo:

— Você está absolutamente certa!

— Por isso, não fiquem mais cheios de pudores, você e o Jorge. Se têm algo a dizer, digam. Se têm vontade de fazer algo, façam.

— Fiquem tranquilos. Vocês dois já têm permissão moral e logo terão também permissão legal, então não há nada que não possam fazer.

Laís só queria confortar Clara, mas não imaginou que ela ia aproveitar o momento para empurrá-la suavemente para os braços de Jorge.

Ela levou um susto e, instintivamente, tentou se levantar.

Contudo, Jorge a segurou por vontade própria, envolvendo-a gentilmente com os braços.

Laís ia empurrá-lo, mas ao abaixar a cabeça e vislumbrar o braço dele todo enfaixado, o coração apertou e ela acabou não o rejeitando.

Clara observou as duas pessoas aninhadas à sua frente com um sorriso no rosto, e quanto mais olhava, mais terno ficava o seu olhar.

Ela sentia, cada vez mais, que Jorge e Laís eram simplesmente um casal feito no céu.

Quando os dois se tornassem marido e mulher no futuro, com certeza seriam como ela e Daniel Andrade: em perfeita sintonia e harmonia.

— Eles já escolheram a data e estão se preparando para registrar o casamento. Sinto que a nossa família precisa demonstrar sinceridade. Eu dei a ela o bracelete de herança que a minha sogra me deixou, mas acho que só isso é muito pouco.

Daniel, ao ouvir aquilo, pensou um pouco e depois disse suavemente:

— Realmente é pouco, vai parecer que não estamos dando a devida importância.

— Vamos fazer o seguinte: vamos mandar as escrituras dos oito imóveis que estão no nome do Jorge lá para a família Linhares. Se a Laís quiser adicionar o nome dela, ou se passarmos tudo para o nome dela, não teremos objeção alguma. Desde que ela fique feliz, o que você acha?

Clara respondeu sem pensar duas vezes:

— Acho que sim, mas isso ainda não é o bastante.

— Que tal se mandarmos as escrituras dos oito imóveis, todos os carros da garagem do Jorge, e mais aqueles três conjuntos de joias que eu guardava? Assim ficará claro que temos bastante consideração. O que me diz?

Daniel respondeu em tom solene:

— Eu acho uma boa ideia, vamos fazer assim!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Vida da Senhora Laís