— Daqui em diante, entregarei cada uma dessas provas à polícia!
— Além do mais, elas invadiram a residência da minha mãe repetidas vezes, ameaçando-a e extorquindo-a para que entregasse a guarda da minha filha. Por isso, levarei esse assunto até as últimas consequências legais!
Controlado por Jorge Andrade, o telão agora rolava, apresentando toda a rede de provas de forma contínua.
Eram evidências incontestáveis, uma após a outra, revelando a face repugnante de Patrícia Lacerda e seu grupo.
Patrícia Lacerda, Melissa Vasconcelos, Sofia Ramos e Fabiana Vasconcelos ficaram perplexas instantaneamente. Nenhuma delas conseguia sequer ficar de pé com firmeza.
Estava tudo acabado.
O fim absoluto chegara.
Desta vez, haviam caído redondamente nas mãos de Laís; não apenas deixariam de pôr as mãos no dinheiro, como ainda teriam que enfrentar a Justiça.
E se acabassem na prisão, com aquelas provas concretas nas mãos de Laís, podiam perder qualquer esperança de voltarem a ver a luz do sol tão cedo.
Patrícia Lacerda não suportou mais ser esmagada por aquela avalanche de vexame e desespero.
Com os olhos injetados de sangue, ela fitou Laís com fúria. As veias de sua testa saltavam, o peito subia e descia violentamente e, de supetão, jogou-se para cima de Laís:
— Sua desgraçada, a sua morte fingida foi tudo uma farsa!
— Você orquestrou tudo isso de propósito! Você... a sua única intenção era ver todas nós atrás das grades!
Ao perceber toda a jogada, Patrícia sentiu um ímpeto cego de despedaçar Laís com as próprias mãos.
Contudo, antes mesmo que se aproximasse o suficiente, Jorge Andrade avançou, colocou-se à frente de Laís e empurrou Patrícia violentamente para trás.
Melissa Vasconcelos correu para amparar Patrícia, travando o maxilar antes de urrar, sem conseguir se conter:
— Vocês vivem dizendo que vão lutar pela guarda da menina, mas o interesse de vocês não é o bem-estar dela, e sim colocar as mãos na herança que ela receberia após a morte da Laís!
— Desde o princípio, nenhuma de vocês dedicou sequer um pensamento a essa criança. Vocês passaram cada segundo arquitetando um jeito de tomar o patrimônio dela! Um nível tão vil de frieza e egoísmo é simplesmente repugnante!
No instante em que a voz de Jorge Andrade silenciou, o recinto afundou novamente num silêncio sepulcral.
Um segundo depois, a fúria apoderou-se de todos os presentes, e o salão irrompeu num estrondo de condenações ainda mais ferozes.
— É crueldade demais! Tratar um laço de sangue como moeda de troca para arrebatar bens... E elas ainda se dizem avó e tia? São piores do que animais!
— Agora tudo faz sentido. A Senhora Vasconcelos só estava de olho no dinheiro, nem sequer olhou para o rosto da menina! Uma família desalmada, que só enxerga lucro. Quem, em sã consciência, confiaria uma criança a essas pessoas?!
O ódio uníssono dos convidados cresceu feito um maremoto, submergindo Patrícia e as filhas de uma vez por todas.
Ainda se recuperando do empurrão de Jorge Andrade, Patrícia Lacerda cambaleou violentamente para trás e se chocou contra as costas da cadeira logo atrás de si.

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