Comparada a Patrícia e Melissa, Catarina era, sem dúvida, muito mais humana.
Ela imediatamente estendeu as mãos para Aline e engasgou, com a voz embargada:
— Pobrezinha, perder a mãe sendo tão pequena... Venha cá, deixe a tia Catarina dar um abraço, meu bebê.
Aline estava aninhada nos braços de Lídia. Após hesitar por alguns segundos, acabou abrindo os bracinhos e se atirou no abraço de Catarina.
Catarina abraçou a criança, com os olhos vermelhos, incapaz de conter a tristeza que a invadia, chorando compulsivamente.
Carla e Lídia foram contagiadas por sua emoção, e seus olhos também marejaram no mesmo instante.
Enquanto isso, Felipe estava de pé ao lado, observando a garotinha. Ao pensar que Laís agora estava separada pela morte, seus olhos ficaram incontrolavelmente avermelhados.
— Os mortos não voltam à vida. Todos precisamos ser fortes e aceitar a perda.
Felipe forçou-se a manter a calma, falando com uma forte voz anasalada.
Ao ouvir isso, Lídia rapidamente recompôs suas emoções.
Afinal, ela era a única pessoa presente que sabia da verdade, então, não estava sofrendo tanto assim.
O motivo pelo qual ela tinha chorado junto há pouco era por compaixão a Aline. Tinha pena de pensar que, depois de tanto tempo desde o nascimento da criança, a família Vasconcelos finalmente tinha uma tia que agia como um ser humano e sabia se importar com ela.
— Como você planeja organizar a cerimônia em memória dela? Quais são suas exigências? Pode falar.
Lídia olhou para Felipe com um olhar frio, sem misturar um pingo de emoção pessoal.
Em relação àquele ex-genro, seu coração já estava completamente decepcionado.
Felipe deixou as mãos caírem naturalmente ao longo do corpo, com uma atitude bastante respeitosa:
— Já pedi aos meus funcionários que fizessem um cronograma, dividido nestes setores. A senhora pode dar uma olhada e, se tiver alguma objeção, pode falar.
— Além disso, em relação à herança deixada por Laís...
Ao mencionar essas duas palavras, o ar congelou instantaneamente.
— Eu andei pensando, no momento não tenho capacidade para cuidar da criança. Se a Dona Lídia estiver disposta a acompanhar o crescimento de Aline, essa seria a melhor escolha possível.
— No entanto, em relação à futura educação da criança, espero que seja eu, como pai, a planejar e decidir. Além disso, para demonstrar minha sinceridade, a partir de agora arcarei mensalmente com todas as despesas de Aline, incluindo os custos com a babá.
Assim que essas palavras saíram da boca de Felipe, o coração de Lídia finalmente sentiu algum alívio.
Ela não era do tipo de pessoa que insistia em ser implacável quando estava com a razão. Ao ouvir aquilo, respondeu lentamente:
— Se você realmente pensa assim, não poderia ser melhor.
— Desde que você consiga convencer a sua família a nunca mais bater à nossa porta para arrumar problemas para mim e para Aline, tudo poderá ser feito exatamente como você acaba de dizer.
— Eu já sou uma mulher com um pé na cova. Jamais cobiçaria o dinheiro de Laís, e deixar tudo para a criança é, sem dúvida, o melhor a se fazer.
Carla, então, disse com os olhos marejados:
— Felipe, até que você tem um pouco de consciência!

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