— Aquelas mulheres desavergonhadas da família Vasconcelos trouxeram uma equipe de advogados e pessoas do departamento judicial até a nossa porta, exigindo que eu entregue a guarda de Aline para a família Vasconcelos!
— Elas ainda apresentaram documentos, dizendo que não sou a principal responsável legal pela Aline e que eles têm o direito de levá-la!
A voz de Lídia Lima soou apressada, mas mantida em um tom muito baixo.
Ficava evidente que ela temia expor o fato de Laís ainda estar viva, então se escondera em algum lugar para ligar secretamente para ela.
Ao ouvir isso, Laís ficou instantaneamente ansiosa.
Quase instintivamente, ela quis desligar a chamada, ligar imediatamente para Felipe Vasconcelos e dar-lhe uma tremenda bronca.
Contudo, pensando bem, sua identidade atual ainda era a de uma "morta". Se de repente ela "ressuscitasse" em um momento como aquele, todo o plano iria por água abaixo.
— Mãe, mantenha a calma por enquanto, deixe-me pensar!
Após ponderar meticulosamente por alguns segundos, Laís tomou uma decisão imediata: — Mãe, nem eu nem Jorge podemos aparecer agora, mas Guilherme Cardoso sempre foi meu advogado representante! Ligue para o Guilherme agora mesmo e peça que ele vá ajudar a resolver isso!
— Eu já encontrei pistas cruciais, Jorge e eu devemos poder sair das sombras muito em breve!
— Mãe, guarde bem as minhas palavras, não entre em conflito direto com eles de jeito nenhum, tenho medo de que machuquem você e a Aline! Se, na pior das hipóteses, eles realmente forem levar a criança, então você e Dona Zélia devem ir junto com ela!
— Eu quero muito ver o que, afinal, eles estão tentando fazer desta vez!
Ao escutar isso, a mente antes atordoada de Lídia tornou-se lúcida no mesmo instante, e ela bateu na própria testa:
— Certo, vou ligar para o Guilherme agora mesmo!
— Laís, fique tranquila. Com a sua mãe aqui, mesmo que eu tenha que dar a minha vida, jamais permitirei que eles encostem um dedo na Aline!
— Está bem, mãe. Não entre em pânico, apenas siga o nosso plano original.
As duas alinharam rapidamente as estratégias e, em seguida, encerraram a ligação.
Ela deu uma risada fria, sem oferecer nenhuma resposta.
Logo depois, um homem que alegava ser líder de um certo departamento avançou e discursou sobre políticas e regulamentos pertinentes, enfatizando que, após o falecimento da mãe biológica, o pai biológico tornava-se o principal responsável legal.
Lídia, da mesma forma, apenas soltou um riso gélido, sem se dar ao trabalho de dar atenção.
No início, o rosto de Patrícia estava coberto de sorrisos, mas, ao ver que Lídia permanecia inabalável, esse sorriso foi se tornando cada vez mais rígido.
Ela bufou friamente:
— Lídia, de qualquer modo, já deixamos tudo bem claro para você, por bem ou por mal.
— Com a morte da Laís, a criação dessa criança passa a ser um dever da família Vasconcelos, você não tem motivos para monopolizá-la.
— Se você for razoável, podemos analisar o lado humano e permitir que venha visitá-la em horários estipulados no futuro. Mas se você insistir em ser tão irracional, então só nos resta adotar medidas extremas.

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