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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 7

Dona Zélia, com o bebê nos braços, estava completamente confusa:

— Senhora, o senhor simplesmente foi embora? Quem ele acabou de dizer que é mãe de primeira viagem? A senhora é que acabou de ter a bebê, e o senhor...

O descaso de Felipe com ela era claro até mesmo para as empregadas.

Dona Lúcia rapidamente fez um sinal com os olhos para que Dona Zélia não falasse mais nada.

Laís respirou fundo, com o olhar gélido:

— Dona Zélia, arrume as coisas da bebê. Eu vou subir para arrumar as minhas também. Nós não vamos mais morar nesta casa.

Dona Zélia ficou de boca aberta. Dona Lúcia também se assustou e tentou segurar Laís apressadamente:

— Senhora, não aja por impulso. O senhor sempre foi muito bom com a senhora, ele... ele só está muito ocupado.

— Durante a sua gravidez, embora ele não tenha estado muito presente, mandava flores toda semana. Veja, o girassol ainda está em cima da mesa, tão fresco.

O girassol era a flor favorita de Laís, pois sempre crescia para cima, lutava para viver e não dependia de nada.

No entanto, sabendo o quanto ele havia feito por Sofia durante toda a gravidez, enquanto para ela enviava apenas algumas flores com mensagens para que fosse forte... De repente, a visão daquela flor encheu Laís de aversão.

Ela afastou Dona Lúcia e ordenou friamente:

— Jogue fora. Só de olhar, me dá nojo.

Incapaz de controlar sua raiva, Laís subiu as escadas enfurecida.

Dona Lúcia, com o rosto cheio de medo, obedeceu e jogou no lixo o girassol recém-entregue.

Laís arrumou as malas num instante.

Quando estava prestes a descer, o celular vibrou. Era a sua melhor amiga, Carla Torres.

Laís tentou se acalmar um pouco antes de atender:

— Carla.

— Laís, ouvi dizer que o seu marido organizou um banquete de um mês para a sua filha ao meio-dia e convidou um monte de gente. Por que você não me chamou? Somos amigas de araque, é isso?

Laís:

— Não foi para a nossa filha, foi para o filho de outra pessoa.

Ao ouvir isso, Carla explodiu:

— O que está acontecendo? Seu marido tem outra? E já tem até filho?

Tudo o que queria agora era destruir tudo. Destruir tudo por completo.

As chamas rugiam em direção ao céu, acompanhadas de fumaça preta e de um forte cheiro de queimado, fazendo com que os vizinhos abrissem as janelas achando tratar-se de um incêndio.

Dona Lúcia e Dona Zélia se entreolharam apavoradas, sem coragem de se aproximar, intimidadas pelo ódio que Laís exalava.

Dona Lúcia correu para o banheiro para ligar para Felipe, mas ele não atendeu as três ligações que ela fez.

Quando Carla chegou dirigindo o seu carro, viu Laís parada no meio do quintal vestindo apenas pijama e camisola, com o rosto pálido e frio sendo iluminado pelo clarão do fogo.

Sentindo o nariz arder de pena, ela tirou o próprio casaco e o colocou sobre os ombros de Laís:

— Você ficou louca? Você acabou de sair do resguardo, precisa se cuidar para não pegar friagem! E fica aqui parada no sereno sem um casaco? O seu marido não está nem aí, as suas empregadas também são cegas?

Carla reclamava enquanto abraçava Laís e pegava a mala de suas mãos.

Sentindo o calor do abraço da amiga, o corpo de Laís desabou repentinamente, perdendo a consciência.

— Laís, Laís...

Em seu estupor, ela ouviu a amiga chamá-la pelo nome, mas suas pálpebras estavam tão pesadas que não conseguiu abrir os olhos.

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