Sofia se recusava a acreditar nisso!
Pelo visto, havia chegado a hora de usar o seu trunfo...
Sofia parou em frente à porta de vidro que ia do teto ao chão; as suas pálpebras piscaram brevemente. Pegou o seu celular e discou um número.
A chamada foi atendida rapidamente, e a voz muito grossa e ligeiramente rústica de um homem ecoou:
— Uau, querida, que raro, você me ligando de livre e espontânea vontade?
Sofia conteve à força a escuridão dentro dela e fingiu manter a voz calma:
— Como está o nosso filho? Ele já se acostumou aí com você?
— Está ótimo! — O homem soltou uma risada ruidosa. — Contratei três babás para cuidar dele e comprei o melhor leite em pó do mundo. Os brinquedos e as roupas são todos das melhores marcas, tudo da mais alta classe!
— Sofia, nunca imaginei que o seu ventre seria tão abençoado, me dando um moleque tão forte! O que você quiser que eu faça, basta dizer, e eu vou até arrancar as estrelas do céu para você!
O homem do outro lado da linha era justamente aquele com quem, a cada interação, ela sentia como se a morte fosse um alívio, Sandro Ramos.
Depois do divórcio, Sofia achara muito inconveniente manter o seu filho com ela; isso a atrapalharia bastante em futuros casamentos.
Por conta de várias razões, ela o contatou secretamente há muito tempo, contou a ele sobre a paternidade do garoto e permitiu que Sandro levasse a criança com ele.
Sandro estivera solteiro e sem filhos todos esses anos, então, quando um filho repentinamente lhe caiu dos céus, ele transbordou de alegria.
Ele imediatamente providenciou um teste de DNA, confirmando a paternidade. Radiante, levou a criança em segredo para criá-la consigo.
Sandro até tinha a intenção de fazer com que Sofia voltasse com ele.
Mas Sofia sempre sentiu nojo de Sandro e não queria o menor vínculo com ele; assim, ele não pôde fazer nada além de desistir da ideia.


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