Felipe ficou atordoado por um momento e, em seguida, empurrou bruscamente a mulher para longe.
Era Sofia Ramos.
Ela levantou a cabeça, com os olhos cheios de lágrimas, olhando para Felipe. No exato momento em que ele estava prestes a repreendê-la, ela levantou os braços diante dele, expondo os hematomas de vários tamanhos em sua pele.
A raiva que ardia no peito de Felipe foi sufocada na garganta.
Sua voz soou seca e rouca:
— O... O que aconteceu?
Sofia soluçou e começou a reclamar:
— Foi tudo culpa da Laís, que colocou um bando de delinquentes lá dentro de propósito para nos torturarem até ficarmos desse jeito, a mim e à sua irmã!
Instintivamente, Felipe não acreditou.
— Impossível. A Laís não faria uma coisa dessas.
— Depois de tudo, você ainda a defende!
Ao ouvir isso, Sofia desabou em prantos, com os olhos cheios de um ressentimento sem fim.
— Aquelas delinquentes confessaram de boca própria que foi a Laís quem as contratou para entrarem lá e nos humilharem!
— Felipe! Por favor, divorcie-se da Laís logo! Se continuarmos assim, ela vai acabar matando todos nós!
Aproveitando a oportunidade, Sofia agarrou o braço de Felipe e chorou alto em súplica.
Ouvindo as palavras dela, Felipe fitou o rosto de Sofia e afundou em um profundo silêncio. Depois de muito tempo, ele falou lentamente:
— O problema é que, agora que eu quero o divórcio, de repente, ela diz que não tem mais pressa.
Ao ouvir isso, Sofia ficou muito chocada:
— Ela realmente disse isso?
Felipe se afundou profundamente no banco macio de couro, seu rosto carregando um cansaço sem fim:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Vida da Senhora Laís