— Senhorita Vargas, caso esteja genuinamente propensa a interceder em favor do Felipe e a tirar a Melissa e a Sofia da cadeia, eu tomo a decisão por você!
— Desde que aquela Laís aceite de vez esse divórcio, a família Vasconcelos sem sombra de dúvidas entrará em acordo para recebê-la com todo o respeito!
Quem se intrometeu abruptamente na chamada era Patrícia Lacerda.
No momento da ligação, Felipe se encontrava justo durante um jantar junto à mãe, Patrícia.
Portanto, Patrícia acompanhou com bastante minúcia e atenção todas as revelações que Zoraida derramava sobre a linha.
Ao ouvir tais afirmações das palavras de Patrícia, Felipe repentinamente mudou o semblante:
— Mãe!
Patrícia voltou o olhar incisivamente contra Felipe, exigindo de pronto o seu total silêncio.
Houve uma pausa de segundos sobre a linha. Então a voz de Zoraida pôde ser escutada e num compasso muito menos tempestuoso do que outrora:
— A senhora seria a dona da família Vasconcelos, certo? Meu nome é Zoraida Vargas e acho excelente conversar com você.
— Esteja em paz. Sendo muito próximas da Melissa e da Sofia, assumirei por amor as missões de ajuda! Relativamente aos meus propósitos com o Felipe... eu esperarei as suas providências.
Um traço sutil de pudor desabrochou ligeiramente sobre as feições de Zoraida e ela cortou o sinal, privando a linha de qualquer continuação posterior.
Com o pensamento dela, essas breves exclamações vindas de Patrícia ostentavam peso amplamente superior às simples garantias vacilantes proferidas por Felipe.
Deveria saber bem: durante os prolongados anos do vínculo de Laís Monteiro casada com Felipe Vasconcelos, ela vivia de humilhações à falta da aceitação por conta da própria sogra, no entanto, para ela... pelo menos ela daria os primeiros grandes progressos além da vida de Laís.
Tendo por meio as existências elitistas: A chave para o marido é a sogra.
Zoraida conhecia integralmente os dogmas sobre tudo aquilo.

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