Laís segurava o telefone com força, os lábios curvados em um sorriso frio:
— Certo. Bom trabalho, Gustavo.
— Tome cuidado e proteja-se, vou avisar a polícia agora mesmo.
Laís desligou o telefone e trocou um olhar com Jorge.
Jorge entendeu o recado imediatamente. Levantou-se, afastou-se um pouco e fez uma ligação.
Aquele era o momento crítico da "Operação Trovão" em Marbella. Assim que a polícia recebesse a denúncia, mobilizaria rapidamente uma equipe para o local.
No entanto, para evitar que a operação vazasse antes da hora, Jorge foi cauteloso e não ligou para o número de emergência comum. Em vez disso, ligou diretamente para seu tio.
Ele pediu ao tio que pressionasse a polícia a conduzir uma operação secreta, garantindo que tudo ocorresse sem falhas.
Após terminar a ligação.
Quando Jorge se virou e voltou para a sala de estar, Laís havia recuperado o apetite pelos camarões. Sentada diretamente no tapete ao lado da mesa de centro, ela os descascava com as próprias mãos.
Ao mesmo tempo, ela ligou a televisão no canal de notícias 24 horas de Marbella, aguardando as novidades que estavam prestes a sair do forno.
O espetáculo dessa armadilha perfeita seria, sem dúvida, muito mais explosivo do que quando lidaram com a Belle de Nuit.
As pessoas no local não eram comuns; eram todos socialites e playboys que Sofia havia convidado especialmente para bajular e conquistar a alta sociedade de Marbella.
Bastava imaginar: se aquelas pessoas fossem expostas, as consequências seriam muito mais abrangentes, letais e destrutivas do que o escândalo da Belle de Nuit.
Apenas de pensar que Sofia havia se esforçado tanto para organizar aquela festa, apenas para acabar dando um tiro no próprio pé...
Laís sentiu a leve fúria que acabara de surgir por causa de Felipe desaparecer instantaneamente, substituída por um prazer ácido e uma profunda satisfação de que a vingança estava próxima.

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