O Sr. Alves deu uma risadinha cheia de más intenções:
— Elas vêm de boas famílias e têm status, são muito diferentes das mulheres com quem costumamos nos divertir. É melhor não ter segundas intenções, cuidado para não arranjar confusão.
Gustavo Matos aproveitou o momento para atiçar o fogo:
— Que diferença faz? Talvez elas sejam ainda mais safadas do que as mulheres com quem vocês costumam sair, só que, em público, todas mantêm as aparências.
Ao ouvir isso, o Sr. Morais concordou na mesma hora, acenando com a cabeça:
— Exatamente! O Gustavo tem toda a razão! Meu caro Alves, quer apostar que, se eu der um pacotinho daquela parada para elas beberem, garanto que todas vão mostrar suas verdadeiras caras!
O Sr. Alves sentiu uma tentação irresistível:
— Em uma ocasião como a de hoje à noite, acha que rola usar essa parada?
O Sr. Morais baixou a voz e sussurrou:
— Não seja idiota, você acha que elas não curtem isso entre quatro paredes? Vou te contar um segredo: várias mulheres aqui presentes são muito mais pervertidas do que nós quando estão em particular, e muitas já estão viciadas.
Gustavo Matos inicialmente planejava "atrair as cobras para fora da toca", mas não esperava que aqueles dois velhos playboys já estivessem tão ansiosos e incapazes de se conter. Sendo assim, ele perguntou, fingindo confusão:
— Morais, do que exatamente vocês estão falando?
O Sr. Morais olhou para Gustavo com uma expressão de quem dizia "não se faça de sonso para cima de mim":
— Gustavo, não brinca! Vai me dizer que não sabe?
— É aquela parada, muito melhor do que bebida. Um pouquinho de pó e você perde completamente a inibição. É o suficiente para fazer todo mundo enlouquecer esta noite!
— Eu trouxe um pouco, não quer experimentar?
Após dizer isso, o Sr. Morais realmente tirou um pequeno pacote do bolso.
Gustavo abanou as mãos freneticamente:
— Não, valeu. Eu nunca mexo com isso, e seria melhor se vocês também não fizessem. Quando você começa, é muito difícil de largar!
Mas o Sr. Morais retribuiu com um olhar de puro desdém:

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