Ela queria jogar a água fervente em seu rosto.
Mas, olhando para a filha que finalmente havia se acalmado em seus braços, ela apertou a garrafa térmica, forçando-se a largá-la.
Ela o encarou fixamente, com os olhos repletos de um ódio gélido.
Sabendo que estava errado, Felipe Vasconcelos ficou imóvel na porta, sem ousar se aproximar, com toda a sua aura de raiva dissipada.
Ele observou tenso o bebê nos braços de Laís Monteiro, olhando para seu rostinho, enquanto seu coração se enchia de culpa.
Sob os intensos esforços de Laís para acalmá-la, Aline Monteiro finalmente voltou a dormir.
Laís colocou Aline cuidadosamente na cama e, com um olhar, sinalizou para Dona Zélia cuidar bem dela.
Em seguida, lançou um olhar mortal para Felipe, indicando que a seguisse até o corredor.
Ela já pretendia acertar as contas com Felipe sobre a infecção repentina de sua filha pelo vírus.
Não esperava que ele invadisse o quarto com aquela expressão furiosa.
Nem precisava pensar muito para saber que ele havia chutado a porta daquela maneira porque, com certeza, aquelas duas haviam inventado mentiras e exageros para envenená-lo.
Evidentemente, ele havia acreditado nelas de novo... Pensando nisso, Laís não pôde evitar um sorriso sarcástico.
Os dois seguiram, um atrás do outro, até as escadas de emergência não muito distantes do corredor.
Frustrado, Felipe instintivamente tirou um cigarro, deu uma tragada profunda e pediu desculpas automaticamente:
— Me desculpe, agora há pouco eu não sabia que a nossa filha...
Laís achou aquilo irritante:
— Cale a boca, não quero ouvir. Vá direto ao ponto, qual é a implicância dessa vez?
Felipe olhou para Laís, sentindo um pânico quase sufocante, mas engoliu em seco e falou:
— Ouvi dizer que sua mãe bateu na Sofia Ramos, e bem no corredor do hospital. Isso é verdade?
Laís cruzou os braços, seu olhar esfriou drasticamente ao encará-lo com desprezo:
— E daí? Você veio aqui comprar a briga da Sofia de novo?
Felipe franziu a testa:
— Vocês não podem conversar civilizadamente? Por que têm que sair dando tapas por qualquer coisa? Somos todos pessoas civilizadas, para que agir assim...
Aquelas palavras soaram ofensivas para Laís, que o interrompeu friamente:
— Sinto muito, mas agora eu prefiro métodos selvagens. Quanto mais selvagem, rude e sujo for o método, mais satisfação eu sinto.
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