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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 113

— Eu só não te acompanhei no parto e no resguardo, não foi? Tem um monte de homens que não acompanham as esposas. Quantas mulheres ficam arrastando isso eternamente igual a você?

— Laís, a vida é para a frente. O que eu não fiz bem antes, eu compenso agora. É preciso ficar jogando isso na minha cara repetidas vezes?

Felipe argumentava com veemência, até com raiva nos olhos, como se em toda aquela situação, ele fosse a maior vítima.

O sangue de Laís ferveu no corpo:

— Felipe, nunca ouviu aquela frase?

— 'Às vezes, uma mulher precisa de um homem da mesma forma que um paraquedista precisa de um paraquedas. Se ele não aparece naquele exato momento, depois já não serve mais para nada.'

Laís estava tão furiosa que o seu corpo inteiro tremia, sentindo ondas de frio. Ela sentia como se estivesse com febre, completamente instável.

Felipe ficou pasmo por alguns segundos. Os seus lábios moveram-se, e ele avançou, puxando-a para um abraço:

— Eu sei que errei. Na sua próxima gravidez e resguardo, prometo ficar com você 24 horas por dia, com todo o carinho, sem sair do seu lado nem por um passo, está bem? Podemos virar a página agora?

Ele usou a mesma atitude de sempre com ela.

Durante aqueles cinco anos, sempre que ela ficava chateada ou expressava que se sentia injustiçada, ele adotava aquela postura de transformar problemas grandes em problemas pequenos.

Mesmo sabendo que ela estava sofrendo, aos olhos dele, eram todas coisas perdoáveis e passíveis de compensação.

Ele exibia uma falsa magnanimidade, mantendo uma fachada de paz, fingindo que nada de grave havia acontecido e que tudo podia continuar normalmente.

Ele até costumava usar frequentemente a tática de dar um tapa e depois oferecer um doce.

Assim que Laís fez menção de se soltar do abraço dele, ele de repente sacou uma caixa, abriu-a e lá dentro repousava um belíssimo e exclusivo diamante rosa.

Laís tinha visto aquele diamante na capa de um catálogo de uma casa de leilões; valia uma fortuna.

Diziam que era extremamente raro em todo o mundo. As únicas pedras daquele tipo ou pertenciam a famílias reais ou haviam sido adquiridas por magnatas de altíssimo nível.

— Comprei isto para a nossa filha. É bonito, não é?

— Olhe, é rosinha, fofo como as bochechas dela. Guarde você primeiro. Quando a nossa filha fizer 18 anos, podemos mandar fazer uma joia para colocar numa tiara. Vai brilhar por todo o salão, com certeza.

Capítulo 113 1

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