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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 112

Laís estava literalmente sem palavras.

O que ele estava fazendo? Quando os outros enfrentavam aquele tipo de confusão, queriam mais era se afastar de tudo, e ele estava se jogando de cabeça naquilo, parecendo clamar por uma surra, com medo de que Felipe não fosse atrás dele.

Felipe encerrou a chamada com uma expressão fria.

Ele olhou para Laís com um olhar afiado, carregado com o escárnio de alguém que acabou de pegar no flagra, e com a voz num tom assustadoramente baixo:

— Laís, o Gustavo confessou com a própria boca. Tem mais alguma coisa a dizer?

— Então, a razão pela qual você tem tanta pressa em se divorciar de mim é porque já tinha arrumado o próximo da fila, é isso?

O coração de Felipe parecia ter sido atingido sucessivamente por inúmeras flechas, perfurado e dilacerado, e ele mal conseguia se manter em pé.

— Então, vai assinar ou não?

— Não vou assinar. Laís, eu... não vou dar o que vocês querem.

Naquele instante...

Felipe sentiu que toda a doçura e o amor que ele e Laís haviam compartilhado naqueles cinco anos haviam virado fumaça.

Ele levantou-se abruptamente e caminhou em direção à porta.

Ao puxar a maçaneta com força, suas mãos tremiam, e seus passos vacilavam, como se estivesse bêbado.

De repente, ele se virou, olhando para Laís com os olhos injetados de sangue:

— Você ainda se lembra do que disse no meu aniversário, há quatro anos, quando comemorou comigo pela primeira vez neste mesmo camarote e me acompanhou a fazer um pedido?

Laís não tinha a menor vontade de lembrar:

— ... Esqueci.

Felipe levou a mão ao peito:

— Você disse que, mesmo se o mundo inteiro virasse as costas para mim, você estaria sempre atrás de mim, a uma distância nem tão longe nem tão perto, e que, assim que eu olhasse para trás, você sempre estaria lá. Disse também que, não importa o quão longe eu fosse ou o quão alto eu voasse, que eu devia segurar firme a sua mão, e mesmo se você fizesse birra de vez em quando, que eu não devia soltá-la facilmente. Disse para eu acreditar que, não importava as mudanças do tempo, o seu amor por mim nunca mudaria.

Aquelas palavras ainda ecoavam.

Foram todas ditas por Laís.

Mas agora, ouvi-las a fazia sentir náuseas, a ponto de querer vomitar.

Realmente, nenhuma promessa resistia à passagem do tempo.

Porque o coração das pessoas muda, as coisas mudam, e o amor daquele momento não representa o futuro.

Capítulo 112 1

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