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A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS romance Capítulo 762

Lorena e Mia desceram as escadas com o coração batendo forte, tentando adivinhar quem estaria no portão da escola àquela hora. Quando chegaram à guarita, seus olhos se arregalaram. Parados ali, tentando parecer casuais mas claramente nervosos, estavam Matteo e Lucca.

— Vocês?! — exclamou Mia, aproximando-se rapidamente. — O que estão fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa?

Matteo fez um sinal de silêncio com o dedo nos lábios, olhando em volta para garantir que nenhum professor estivesse por perto.

— Calma, está tudo bem — sussurrou Lucca. — Só viemos trazer isso para vocês.

Ele entregou uma sacola pequena com alguns doces e um dispositivo que Lucca havia modificado. Lucca, com seu olhar analítico, completou em voz baixa:

— É um reforço de sinal para o projeto de matemática de vocês. Mas, escutem bem: vocês não podem contar para o papai nem para a mamãe que entregamos isso. Eles acham que estamos na biblioteca na nossa escola estudando para as competições. Se descobrirem que saímos da sala de treinamento sem avisar, o castigo vai ser eterno.

Lorena cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha para o irmão.

— Vocês fugiram da sala para vir aqui? Lucca, você sabe que os professores tem olhos em todos os lugares.

— Por isso mesmo estamos pedindo segredo — insistiu Lucca. — Considerem isso um pacto entre irmãos. Prometem?

As meninas se olharam e, vendo a sinceridade (e o leve desespero) nos olhos dos irmãos, assentiram.

— Está bem, segredo guardado — disse Lorena. — Mas sumam daqui antes que os professores nós peguem!

......

Enquanto isso, em um ponto mais calmo e sofisticado da cidade, o clima era completamente diferente. O motor do carro de luxo de Alessandro ronronava silenciosamente enquanto ele estacionava em frente ao escritório de Luana.

Ele não avisou que viria. Simplesmente desceu do veículo, encostou-se na porta e enviou uma mensagem curta: "Estou aqui embaixo. Vamos almoçar?"

Poucos minutos depois, Luana apareceu na recepção, surpresa e com um sorriso que iluminou seu rosto ao vê-lo.

— Alessandro? Que surpresa é essa? Achei que você tivesse reuniões o dia todo — disse ela, aproximando-se enquanto ele abria a porta do passageiro para ela.

— As reuniões podem esperar — respondeu ele, com um tom de voz mais suave, reservado apenas para ela. — Senti que precisávamos de um momento a dois, longe dos problemas da empresa e até das travessuras das crianças. Escolhi aquele restaurante perto do centro, onde ninguém vai nos incomodar.

Luana relaxou no banco de couro, sentindo o perfume familiar dele preencher o ambiente.

— Um momento de paz... parece bom demais para ser verdade.

Alessandro, saiu acelerando suavemente, deixando para trás, por algumas horas, as responsabilidades do mundo para se concentrar apenas na mulher ao seu lado.

Quando chegaram a sala privada do restaurante Alessandro a pegou no colo, levou-a até a mesa.

" Luana fez uma careta para Alessandro. "Você está com fome?"

Ao olhar para o rosto delicado de Luana e seus lábios sedutores, Alessandro não pôde evitar engolir em seco: "Hmm, estou com fome."

"Se você está com fome, vamos pedir. O que você gostaria de comer?", perguntou Luana. Alessandro pegou o cardápio e o colocou de lado casualmente. Antes que ela pudesse reagir, ele a puxou com força para cima de si.

Aproveitando-se da brecha, Alessandro lançou um ataque feroz. Luana, encostou-se no peito dele, ofegante. Os olhos profundos de Alessandro estavam fixos em seus lábios, e alarmes soaram na mente de Luana.

Antes que Luana pudesse terminar de falar, Alessandro a interrompeu: "Você!"

Luana sentiu sua pele queimar e seu coração disparar.

Ela cerrou os dentes e sussurrou: "Você está louco?! Isto aqui não é um motel!"

Alessandro sorriu daquele jeito sensual, de um predador faminto, prestes a saborear a carne mais suculenta.

Ela não conseguiu resistir à persuasão do homem e, quando se deu conta, já havia sido completamente "devorada".

Uma hora havia se passado, e o ar na sala privativa ainda parecia carregado com o calor e a intensidade daquela entrega. Luana, tentando recuperar o fôlego e recompor a postura após um momento de tamanha paixão, ajeitava as roupas com as mãos ainda levemente trêmulas.

— A culpa é toda sua! — exclamou ela, lançando um olhar que tentava ser furioso, mas que ainda carregava o brilho do prazer que acabara de sentir. — Eu queria apenas um almoço rápido, mas olha só o estado das coisas, já estou completamente atrasada!

Alessandro, longe de se irritar, recostou-se na cadeira com um sorriso de pura satisfação, observando-a com um brilho de triunfo nos olhos.

— Atrasar-se de vez em quando não tem problema nenhum — respondeu ele, a voz ainda rouca. Enquanto ela sentia o peso do relógio e a fome batendo, ele parecia plenamente alimentado por aquele momento a dois.

Luana mal terminara de ajustar o último botão quando batidas ecoaram na porta. Ela deu um sobressalto, o coração disparando como se tivesse sido pega em flagrante. Alessandro, achando graça da reação dela, apenas disse com naturalidade:

— Entre.

O garçom abriu a porta discretamente e perguntou:

— Sr. Veronese , os pratos estão prontos. Gostaria que fossem servidos agora?

— Sim! — Luana e Alessandro responderam quase em uníssono. A atmosfera entre eles ainda era íntima demais para intrusos.

Foi então que Alessandro, com aquela calma calculista que só ele possuía, revelou:

— Já pedi para Rafael entrar em contato com Pedro. Ele confirmou que o irmão mais velho retornou e estará presente na reunião desta tarde em seu nome. Você não precisa se preocupar com o horário.

Luana parou o que estava fazendo e o encarou, incrédula. "Que canalha!", pensou ela. Ele já tinha resolvido tudo nos bastidores, sabia que ela não precisava correr, mas preferiu manter o segredo só para vê-la se entregar àquele momento sem interrupções.

Alessandro realmente não perde uma oportunidade de ter o controle — e ela, de mostrar que, apesar da fúria momentânea, ninguém protege essa família como ele.

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