Berta acreditava ter Alessandro sob seu total controle, mas foi surpreendida por uma resposta curta e cortante: — Tanto faz.
Ela ficou estática, sem conseguir processar o que acabara de ouvir. Antes que pudesse reagir, Alessandro continuou: — Eu já te avisei: se você se comportar, talvez eu permita que desfrute da sua velhice em paz.
As pupilas de Berta se contraíram em puro choque. Como ele podia não ter medo? Ele não temia que ela estivesse falando a verdade?
— Acho que você tem muito mais medo do que eu — disparou Alessandro. — Antes de tentar manipular os outros, aprenda a esconder suas próprias fraquezas. Mas é óbvio que você não consegue. Basta um único telefonema meu para que alguém, de forma bem discreta, desligue o oxigênio de Hortência.
— Você não teria coragem! — Berta gritou, com os olhos injetados de raiva, sentindo vontade de avançar sobre ele.
Alessandro apenas zombou, com um tom de voz gélido: — Você realmente quer testar a minha coragem?
Berta desmoronou no chão, sentindo as forças se esvaírem. Ela havia perdido tudo. — O tio Angelo... — ela começou, com a voz fraca — ele está ajoelhado na entrada da casa antiga, implorando pelo meu perdão.
O olhar de Alessandro inflamou-se instantaneamente. — Droga!
Ele saiu apressado, sem sequer olhar para trás. No caminho para a residência antiga, o celular tocou. Era Luana: — Alessandro, venha direto para o hospital. Encontrei o tio Angelo desmaiado de frio no caminho e o trouxe para cá.
O médico explicou que ele sofrera de hipotermia e fora encaminhado para uma câmara hiperbárica, mas que o quadro era estável. Alessandro sentiu um aperto no peito. O tio Angelo havia se colocado naquela situação por causa dele. Ele achava que tinha deixado tudo claro, mas nunca imaginou que o tio cometeria tamanha loucura.
Graças à agilidade de Luana em mantê-lo aquecido, o tio Angelo recuperou-se rápido. Ao abrir os olhos e ver Alessandro, sua primeira reação foi pedir desculpas com a voz ainda rouca.
— Por que você sempre pede desculpas primeiro? — Alessandro perguntou, entre a irritação e a impotência. — Você não fez nada de errado!
Mesmo bravo, Alessandro não conseguia esconder a preocupação, o que aqueceu o coração do tio Angelo. — Já estou acostumado a agir assim — explicou o senhor.
— Não faça mais isso, tio Angelo — pediu Alessandro.
Ele vinha refletindo sobre essa relação há tempos. Sabia do carinho do tio, mas sentia-se em conflito, achando que o segredo entre eles havia arruinado o vínculo familiar. Mas, naquele momento, tudo ficou claro.
O tio Angelo perguntou, hesitante: — Como você me chamou? Foi de... "tio"?
— Sim, tio.
Lágrimas inundaram os olhos do senhor. — Finalmente... pensei que morreria sem nunca mais ouvir você me chamar assim.
A professora Morgana disse com desdém: "Está bem, entendi. Então você vai ficar esta noite para estudar?", perguntou hesitante.
Lucca respondeu: "Está bem."
A professora Morgana pensou consigo mesma: "Essa é uma decisão acertada."
Após terminar sua refeição no refeitório, a professora Morgana encontrou um canto e fez uma chamada de vídeo para sua antiga colega de classe. Ela finalmente respondeu: "Você já jantou?" Ela parecia desanimada.
A professora perguntou tentando consolá-la: "O que foi? Você está de mau humor?"
A colega dela tem a mesma idade que ela, mas é naturalmente determinada. Ela foi recomendada para a pós-graduação, enquanto sua colega se esforçava para se preparar para o exame. Após concluir seu doutorado, ela passou a trabalhar como pesquisadora científica na estação de pesquisa da universidade.
Como todos na estação de pesquisa são incrivelmente talentosos, a pressão é naturalmente imensa. Sua colega foi criticada pelo chefe hoje, que disse que a linha de pesquisa dela era problemática. Alguns dos problemas atrasaram todo o processo de pesquisa. Chegaram até a perguntar como ela tinha conseguido entrar na estação de pesquisa — se tinha sido por meio de contatos.
Aquelas palavras foram tão duras; até mesmo alguém tão determinada quanto ela chorou em segredo.

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