Luana teve um sonho em que Lorena estava presa em um lugar escuro e pequeno. Ela chorava silenciosamente, seu pequeno corpo tremendo, parecendo tão indefesa e triste. Luana sentiu um forte desejo de correr para o lado dela e abraçá-la, confortando-a com palavras de carinho. Mas, enquanto caminhava em direção a Lorena, a menina desaparecia de sua vista a uma velocidade extremamente rápida.
Luana ergueu as mãos, tentando agarrar algo, mas não conseguiu pegar nada.
— Lorena!
Ela acordou sobressaltada e percebeu que suas lágrimas haviam encharcado o rosto e o travesseiro. Enxugou as lágrimas de forma desajeitada, tentando fechar os olhos, mas estava bem acordada. Ela vinha tendo esse sonho há dias seguidos. O céu deve ter pensado que ela não era uma boa mãe, por isso nem sequer lhe dava um final feliz nos sonhos.
Olhou para a janela; o dia já começava a amanhecer. Já que não conseguia dormir, resolveu levantar e se exercitar. Somente quando estava fisicamente exausta, somado aos efeitos do sedativo, conseguia descansar. Ela procurou cada vez mais longe, acabando por sair da capital e chegar a uma cidade vizinha.
Ao retornar ao seu veículo após correr algumas voltas, encharcada de suor, descobriu que a porta do seu trailer estava aberta! Um lampejo de suspeita passou por seus olhos; ela tinha certeza de que a porta estava trancada quando saiu. Alguém havia invadido!
Luana vasculhou a área e encontrou um pedaço de madeira à mão, aproximando-se silenciosamente do trailer. De repente, ouviu vozes vindo de dentro e o pedaço de madeira caiu no chão com um baque. Ao ouvirem o som, várias figuras olharam em direção à porta. Um deles segurava algo que enfiou de qualquer jeito em uma cesta.
— Lucca, Mateus, Mia, o que vocês estão fazendo aqui?! — exclamou Luana, surpresa.
— Mamãe!
Mia gritou e correu para os braços de Luana, abraçando-a com força, como se quisesse ficar ao seu lado para sempre. Lucca olhou para a cena e esboçou um leve sorriso.
Ultimamente, para ajudar a encontrar Lorena, Lucca tem programado dia e noite, exceto para dormir. Ele tentou vários métodos, mas os efeitos foram fracos. Ele queria usar todos os equipamentos de vigilância das estradas para monitoramento em tempo real, de forma a ser notificado sempre que Lorena aparecesse.
— Sinto muito, admito que o que fiz foi errado. — Ele fez uma pausa, levantou-se e continuou: — Não vou atrapalhar a aula de ninguém, vou sair.
Ele queria terminar o conserto do sistema, que estava pela metade. Estendeu a mão para pegar o computador, mas a professora viu isso como um desrespeito supremo. Ela não admitia que um aluno quisesse sair de sua aula tão disputada.
A professora Zeia agarrou Lucca pelo ombro para puxá-lo. Com o movimento repentino, o menino perdeu o equilíbrio e o laptop escorregou de suas mãos. Com um estalo alto, a tela do computador se estilhaçou no chão. O som foi como uma facada no coração de Lucca.
Os olhos da professora Zelia se arregalaram ao ver o aparelho.
— Nossa, você realmente teve a coragem de trazer aparelhos eletrônicos para a escola!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO CEO: OS TRÊS PEQUENOS GÊNIOS