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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 226

Péricles assentiu com a cabeça.

Pareceu aceitar a sugestão dela.

“De fato, você não aparecerá mais diante de mim no futuro.” Ele lançou um olhar para Caio. “Tape a boca dela.”

“Sim, senhor.”

Daniela não compreendeu o significado daquilo.

Ouviu apenas a voz fria e distante de Péricles.

“Quando chegarmos à Noruega, informe ao laboratório que esta pessoa deve ser vigiada o tempo todo. Assim que o medicamento estiver desenvolvido, elimine-a. Quanto à minha mãe, retire uma parte da medula óssea de Daniela e transfira para o corpo dela. Isso ao menos garantirá um tempo a mais.”

“Além disso, diga ao laboratório para cortar a língua dela e romper seus tendões dos tornozelos, para que não tente se matar nem pensar em fugir.”

Daniela escutou as palavras de Péricles.

Assustada, arregalou os olhos.

Na vida passada, ele a tinha enviado ao laboratório.

Se não fosse por ter aproveitado o momento em que o guarda cochilava, jamais teria conseguido escapar.

Ela tinha dito tantas coisas, e mesmo assim ele não deu ouvidos a nenhuma delas?

Será que...

Ele também tinha renascido?

Daniela tentou gritar, abafada.

Caio lançou-lhe um olhar rápido e perguntou a Péricles: “E desta vez, o senhor vai mesmo para a Noruega...?”

“Levarei minha mãe de volta para Maravilha Azul.”

Esse sempre fora o seu maior desejo.

Também era o sonho de sua mãe, que vivia longe, no exterior.

Era chegada a hora de realizar esse desejo.

“O senhor vai trazer a senhora de volta para Maravilha Azul? E onde ela ficará hospedada?”

“Ela ficará comigo.”

Caio demonstrou preocupação. “A doença da senhora, vez ou outra, se manifesta. Isso não poderia assustar a esposa do senhor?”

De fato.

A mãe sofria muito durante as crises.

E causava apreensão nos outros.

“Caio, estou planejando investir mais um bilhão no desenvolvimento do laboratório. Quero ver o medicamento pronto o quanto antes.”

Marcelo saltou de alegria e gritou para Estefânia, que estava dentro de casa: “Mana, meu cunhado me deu uma mountain bike! Uma Diamante Madson!”

Estefânia franziu levemente a testa.

Por que Péricles enviara repentinamente uma mountain bike para Marcelo?

Seria porque naquele dia ela havia mencionado, e ele guardou isso na memória?

“Gostou?” Estefânia saiu da casa e perguntou.

Marcelo imediatamente montou na bicicleta para experimentar, seu rosto sorrindo como um girassol. “Mana, esse era meu maior sonho! Só meu cunhado mesmo para me mimar assim. Com essa bicicleta, serei o mais estiloso, não só da minha turma, mas da escola inteira!”

O rapazinho pedalava, dando voltas e mais voltas no quintal.

Mal podia esperar para ir logo à estrada e fazer um percurso de mountain bike.

“Mana, como meu cunhado sabia que eu queria uma mountain bike? Você contou pra ele? Mas eu nem cheguei a te contar! Vocês leem pensamentos? São meus gênios da lâmpada? Nossa, estou feliz demais...”

Vendo o rosto feliz do irmão, Estefânia sentiu o peito apertado, misto de alegria e tristeza.

Ele finalmente tinha, em vida, sua mountain bike.

“Marcelo, vou comprar equipamentos de proteção para você. Vamos agora.”

Marcelo exclamou, radiante: “Mana, você é a melhor irmã do mundo inteiro...”

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