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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 240

Foi a secretária do pai quem ligou.

“O quê? Como isso pôde acontecer? Entendi, estou indo agora mesmo.”

Helder havia se envolvido em um problema.

Alguém o denunciara por falsificação de contratos.

O dinheiro nas contas da empresa fora totalmente bloqueado.

A única maneira de o projeto continuar seria com o pagamento de uma caução de bilhões de reais.

Helder fora levado para investigação.

Tudo acontecera de repente.

Estefânia suspeitou que fosse armação de Péricles, pois ele era especialista em usar métodos mesquinhos para se vingar dos outros.

“Foi você, Péricles? Foi você quem armou essa cilada? Por que insistiu em prejudicar minha família? Se tem coragem, venha atrás de mim, não dos meus!”

Péricles sorriu, amargurado.

Veja só.

Bastava algo acontecer.

Ele sempre era considerado o culpado.

Estefânia nunca confiara nele.

Ele não se interessou em dar explicações. “Pense o que quiser.”

O homem levantou-se e saiu.

Estefânia se colocou à sua frente e lhe deu um tapa. “Péricles, afinal foi você?”

Seu rosto virou com o impacto.

Doera um pouco.

Ele moveu os músculos da mandíbula, seus olhos escureceram subitamente. “Estefânia, você perdeu o juízo? Isso claramente foi armação de um concorrente, não percebe? Seu pai foi vítima de um esquema, mas não fui eu.”

“Não foi mesmo você?”

Estefânia ficou confusa.

Seu pai sempre agira com cautela, raramente fazia inimigos no mundo dos negócios.

Como, de repente...

“Se não foi você, quem seria? Péricles, por que tanta pressa?”

Ela estava convencida de sua culpa.

Péricles tampouco quis se explicar. “Descubra por conta própria.”

Estefânia encontrou-se com Helder.

A situação era praticamente a mesma que a secretária relatara.

A falsificação de contratos não existia.

O objetivo da denúncia era apenas interromper o projeto.

Ele lhe entregou uma lista. “Essas pessoas já foram próximas, talvez possam te ajudar a juntar a caução. Se o projeto parar, o prejuízo será muito maior. Depois, tudo ficará mais difícil.”

Com receio de preocupar a mãe, ela não lhe contou nada, apenas disse que o pai viajara a trabalho.

Todo o sofrimento e dificuldade, ela guardou para si.

Do lado de fora, começara a chover.

As gotas batiam nas folhas da árvore, como uma sinfonia.

Ela fechou os olhos lentamente, exausta e perdida.

O celular vibrou sobre a mesa.

Ela pegou e olhou.

Era Péricles ligando.

Nessa hora, será que ele queria apenas piorar tudo?

“Alô?”

“Como está a situação do seu pai? Ele já foi liberado?” A voz dele parecia preocupada.

Estefânia respondeu com desânimo, sem muita resistência: “Ainda não.”

“Precisa de ajuda?” Ele se ofereceu, mas logo foi direto: “Porém, tenho uma condição. Quero dez por cento das ações do Grupo Moreira.” “Além disso, tenho outro pedido: volte para casa e cuide do nosso filho.”

“Se aceitar, posso ajudar a completar a caução.”

Estefânia ficou atônita por alguns instantes.

“Você não acha que está pedindo demais?”

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