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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 225

De qualquer forma.

Nesta vida, a principal prioridade dela era não permitir que Daniela causasse mais confusão.

Ela voltou o olhar, encarando calmamente à frente. “Péricles, queria passar uns dias na casa dos meus pais.”

“Claro, eu te acompanho.” Ele respondeu.

“Queria dizer, sozinha.” Ela ainda sentia que tudo aquilo não parecia real.

Precisava se certificar de que não estava sonhando. “Queria passar um tempo com meus pais, e também levar Marcelo para... comprar uma bicicleta de trilha, daquelas que ele gosta.”

Era uma dívida do passado.

Nesta vida, precisava compensar.

Ele olhou para o perfil melancólico dela, o semblante carregado.

“Está bem.” Ele concordou.

……

À noite.

Depois do banho.

Cada um deitado em sua metade da cama.

Péricles agia com naturalidade.

Tinha um notebook sobre as pernas, resolvendo algumas questões de trabalho.

Estefânia mexeu um pouco no Instagram.

Depois deitou-se. “Vou dormir primeiro.”

“Está bem.”

Estefânia apagou o abajur do seu lado da cama, virou-se de costas para ele.

Ela não conseguia dormir.

Sempre lhe vinha à mente a cena daquele dia, quando os dois caíram abraçados no desfiladeiro.

Ele a sustentava nos braços.

Ele queria que ela sobrevivesse.

Virando de um lado para o outro, suspirou.

“Por que esse suspiro agora?” Ele passou o braço por ela, pousando a mão suavemente em seu abdômen. “Estefânia, vamos ter um filho? Menino ou menina, tanto faz; se for fruto do nosso amor, já basta.”

“Vamos deixar pra depois.”

Ele não insistiu. Apenas a envolveu com delicadeza. “Está bem, do jeito que você quiser, sempre do seu jeito.”

O queixo dele roçou de leve o pescoço dela.

Beijando-a suavemente, uma vez após a outra.

Com uma mão, nem forte nem fraca, puxou o corpo dela para junto do seu.

Estefânia sentiu-se um pouco desconfortável.

Com a voz rouca, disse: “Estou um pouco cansada, queria dormir cedo.”

“Não tem problema, pode dormir, eu me viro.” Ele a segurou, virou-se por cima dela e cobriu os lábios dela com um beijo.

Ela tentou falar, murmurando sob a fita.

“Deixem-na falar.”

Caio arrancou a fita da boca de Daniela.

Ela respirou fundo, ofegante.

“Péricles, tenho um segredo para te contar.”

Ele a olhou de maneira indiferente, como quem espera algo importante. “Fale.”

“Estefânia reencarnou, ela voltou com as memórias da vida passada. Ela te odeia, pode ser que um dia, enquanto você dorme, ela tente te matar.” Daniela arregalou os olhos. “Se você não entende de reencarnação, tudo bem. Eu posso matá-la por você, faço isso de bom grado.”

Péricles abaixou levemente o olhar escuro.

Aparentemente calmo, arqueou as sobrancelhas. “É mesmo? E por que você quer ser essa boa samaritana?”

“Tenho apenas um pedido: depois que tudo acabar, você me deixa ir embora, tudo bem?”

Nessa vida, ela não queria mais morrer.

Não queria mais vingar Henrique Toledo.

Muito menos desejava que algo acontecesse com Horácio Ribeiro.

Queria que tudo voltasse ao início, só isso, voltar ao início era o suficiente.

“Deixar você ir embora?” Péricles riu. “Depois de matar minha esposa, eu te deixaria ir?”

“Não, não é isso. É ela quem quer te matar. Se eu fizer isso por você, você fica seguro, e me deixa ir. Nunca mais apareço na sua frente.”

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