“Então, você queria dar bebida alcoólica para uma gestante?” Ele levantou a mão e deu um tapa em Darius, fazendo-o cambalear. “Não importa de quem seja o filho que ela carrega, você não sabe que grávida não pode beber?”
“Eu, eu...” Darius tentou se explicar.
Porém, parecia que nenhuma justificativa era plausível.
Péricles olhou para ele com desprezo e disse para Caio: “Deixe o Sr. Teixeira aprender uma lição.”
“Sim, senhor.”
O processo de forçar alguém a beber foi desagradável de se ver.
Péricles ajustou o paletó e saiu do camarote.
No meio da multidão, ele se destacou com sua elegância.
Beatriz o avistou imediatamente.
“Chefe, o Sr. Rodrigues chegou.”
Estefânia, que estava distraída, só então levantou o olhar.
Ele se aproximou dela, afagou o topo de sua cabeça com a mão e falou com voz suave: “Ficou assustada, não? Da próxima vez, não precisa ser educada com esse tipo de pessoa. Quanto mais você recua, mais eles acham que podem te intimidar.”
“Eu nem pretendia beber.”
Ela não era ingênua.
O trabalho era importante, claro.
Mas não se comparava à saúde do bebê.
Ela se levantou e ainda assim agradeceu a Péricles: “Vamos voltar para casa agora.”
“Eu te levo.” Ele segurou o pulso dela, sem dar margem para objeções. “Só vou ficar tranquilo quando te deixar em casa.”
Péricles segurou a mão de Estefânia e saiu com ela.
Beatriz deu alguns passos atrás, mas logo parou.
Talvez, eles tivessem algo a conversar.
O carro seguiu devagar.
Ele fez isso de propósito.
Era raro ter um tempo a sós com ela, então ele valorizou aquele momento.
Depois de hesitar por um tempo, ele disse: “Agora que você está grávida, não precisa se sobrecarregar tanto com o trabalho.”
Estefânia realmente estava exausta.
Não só fisicamente.
Ela apoiou a cabeça na janela do carro e olhou para o mundo iluminado lá fora.
Sentiu-se um pouco tonta.
Ela fechou os olhos devagar.
Ele percebeu algo errado, tocou a testa dela e perguntou: “O que foi? Está se sentindo mal? Hein? Está tão quente...”
Ele girou o volante no meio da rua e seguiu direto para o hospital.
Quando chegaram ao hospital,
Estefânia estava com febre tão alta que quase perdeu a consciência.
Ele a carregou nos braços e a levou para o pronto-socorro.
Desligou o telefone com o semblante carregado.
Olhou para a mulher deitada, beijou levemente a testa dela e disse: “Eu volto logo, durma direitinho.”
Péricles saiu de carro.
Dirigiu a toda velocidade até o cemitério da família Rodrigues.
O túmulo estava arrombado.
Lá dentro, completamente vazio.
“Já verificou as câmeras de segurança do cemitério?” Ele perguntou a Horácio.
Horácio balançou a cabeça, depois concordou: “As câmeras existem, mas a pessoa estava totalmente coberta, não dá para ver quem é.”
Era impossível distinguir se era homem ou mulher.
Mas havia alguém.
E alguém sempre deixa rastros.
Péricles foi conferir as imagens.
Observou atentamente a pessoa no vídeo...
...
Família Moreira.
Estefânia acordou atordoada.
Pegou o termômetro que estava na cabeceira e mediu a própria temperatura.

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