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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 201

“Você acha que somos iguais? Eu ajo com retidão, enquanto você é apenas um ladrão. Desde espionar a felicidade alheia até roubar pessoas. Dizer que você não tem vergonha ainda seria um elogio.”

As palavras de Péricles Rodrigues soaram sem qualquer cortesia.

Ele rebaixou Leonel Carneiro, querendo que ele reconhecesse sua própria posição.

Depois, retirou-se conscientemente.

Leonel lançou-lhe um olhar indiferente e sorriu com serenidade. “Fale o que quiser, não tenho tempo agora para conversar sobre essas bobagens.”

Ele abriu a porta do carro.

Curvou-se e sentou-se.

O carro saiu acelerando.

Deixou para trás apenas desprezo.

Péricles sentiu-se tão desconfortável quanto se tivesse engolido uma mosca.

Mesmo assim, recompôs-se e entrou no quarto do hospital.

Trazia presentes valiosos nas mãos, todos escolhidos com muito cuidado.

“Pai, vim lhe visitar.”

Helder Moreira permaneceu em silêncio, Estefânia Moreira também não ergueu a cabeça.

Péricles tocou a ponta do nariz, um pouco constrangido. “Pai, convidei um renomado especialista em cardiologia do exterior. Em poucos dias, ele virá para avaliar seu caso. Assim, poderemos escolher o tratamento mais seguro e eficaz.”

Ele viera com sinceridade.

Independentemente de a família Moreira aceitar ou não, ele faria o possível.

“Pai, ultimamente não tenho estado ocupado no trabalho, então vou ficar para ajudar Estefânia a cuidar do senhor. Quando a equipe de especialistas chegar, poderei me comunicar com eles. O que acha?”

Helder pareceu hesitar.

Estefânia respondeu friamente: “Não precisa.”

“Cuidar do pai sozinha é muito cansativo, fico preocupado com você.” Ele acrescentou com emoção: “Sou um homem, e cuidar de outro homem é mais prático.”

“Nicolas Mendonça não é homem? Ele é forte e atencioso.” Estefânia virou-se, olhando para Péricles com impaciência. “Isso é assunto da nossa família, não queremos incomodá-lo. Se não há mais nada, por favor, vá embora, Sr. Rodrigues. Meu pai precisa descansar.”

“Já que o pai vai descansar, vamos conversar lá fora.”

Péricles agiu como se fosse da família.

Ela virou-se para sair.

Ele a segurou pelos ombros. “Eu sei que tanto eu quanto a família Rodrigues cometemos muitos erros. Estefânia, não peço seu perdão agora, só peço que me permita cuidar do seu pai. O resto podemos resolver com o tempo, pode ser?”

“Não precisa.” Ela recusou novamente.

“Você permite que Leonel cuide do seu pai, mas por que não posso fazer o mesmo?”

Péricles ficou irritado; além de raiva, sentiu medo.

Temia que Estefânia se aproximasse de Leonel com o tempo.

Sabia muito bem como um homem poderia conquistar o coração de uma mulher.

Esse temor o consumia.

Olhou para o delicado rosto da mulher, sofrendo e sem saída. “Estefânia, não me trate assim, por favor? Meu coração nunca esteve em paz. Não peço mais nada, só quero continuar ao seu lado. Não me rejeite, está bem?”

Não sabia por quê.

Tudo aquilo deixou Estefânia profundamente incomodada.

Principalmente o olhar de Péricles, que parecia prestes a chorar.

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