Tessa se afastou primeiro do abraço, juntando as mãozinhas enquanto olhava para Alex com os olhos bem abertos e curiosos.
— Você quer brincar com a minha casinha de bonecas? — Perguntou, com a voz leve e cheia de esperança.
Alex inclinou a cabeça, pensativo.
— Tudo bem. — Disse, e logo emendou com empolgação. — Mas depois vamos brincar com meus carrinhos. Ok?
— Ok! — Tessa concordou com um sorriso. — Vamos!
Os dois se viraram e, de mãos dadas, saíram saltitando juntos, com as risadas ecoando pela casa. Kris e Thalassa os observaram partir, compartilhando uma sensação cálida que crescia entre eles enquanto permaneciam lado a lado.
Em seguida, ele se levantou e, ao perceber o brilho das lágrimas nos olhos de Thalassa, virou-se em sua direção, franzindo a testa com preocupação ao mesmo tempo que se aproximava.
— O que foi? — Perguntou em voz baixa, afastando uma lágrima do rosto dela com os dedos.
Thalassa sorriu, embora carregasse uma emoção agridoce por trás do gesto.
— Sabe... O Alex sempre quis ter uma irmãzinha, desde os primeiros anos, quando começou a entender o que isso significava. E eu nunca pensei que seria capaz de realizar esse desejo.
Kris franziu ainda mais o cenho, inclinando a cabeça.
— Como assim?
Respirando fundo de forma trêmula, Thalassa colocou a mão sobre a dele, que ainda repousava em sua bochecha.
— Quando dei à luz o Alex, as coisas não saíram como o esperado. Mais tarde, o médico me disse que... Minhas chances de ter outro filho eram mínimas.
As palavras dela caíram sobre Kris como um golpe repentino, e ele a fitou, completamente atônito.
Betty havia comentado sobre complicações durante a gravidez e o parto, mas ele nunca imaginara que aquilo pudesse ter deixado consequências permanentes.
Portanto, engolindo em seco, ele sussurrou:
— Sinto muito, Lassa.
Ela balançou a cabeça rapidamente.
— Não… Por favor, não... Eu não te contei isso para te fazer sentir culpa ou pesar. Só achei que era algo que você deveria saber. Você... Se importa?
Ele a olhou com firmeza, apertando com carinho as mãos dela.
— Amor, o médico disse que as chances eram mínimas, não impossíveis.
Thalassa apertou os lábios.
— Mas e se eu realmente não puder engravidar de novo? E se eu nunca mais conseguir ter outro filho? Isso te incomodaria?
— Se me incomodaria? — Ele repetiu suavemente, com um sorriso despontando nos lábios. — Se tivermos a sorte de ter outro filho, vou ficar feliz. Mas, se isso não acontecer, tudo bem também. Eu já tenho dois filhos lindos e a mulher mais incrível ao meu lado. O que mais eu poderia querer?
Os olhos dela se encheram novamente, mas dessa vez de pura felicidade.
— Eu te amo. — Sussurrou.
— Eu te amo muito mais. — Respondeu Kris, com ternura na voz.
— Ah, não. Eu é que te amo mais. — Rebateu Thalassa com um sorrisinho.
— Meu amor, essa é uma discussão que você não vai ganhar. Eu realmente te amo mais.
Os dois riram antes de Kris se inclinar para capturar os lábios dela em um beijo lento e suave, repleto de todas as promessas silenciosas que haviam feito um ao outro.
A poucos passos dali, Alden se remexeu, lançando um sussurro incômodo para Luisa.
— Você acha que esse é um bom momento para contar a novidade?
Depois de ouvirem a conversa de Kris e Thalassa, ele se perguntava se seria insensível revelar o que eles tinham ido compartilhar.
Na sequência, Luisa ergueu os olhos em um gesto de alerta e murmurou baixinho:
— É melhor esperarmos um pouco.
Os ouvidos atentos de Thalassa captaram o murmúrio, e ela rompeu o beijo, virando-se na direção deles com as sobrancelhas arqueadas.
— Qual seria a novidade?
Luisa corou, fazendo um gesto vago com a mão.
— Ah, não é nada. Pode esperar.
— Luisa... — Insistiu Thalassa, estreitando os olhos com uma expressão de suspeita fingida.
— Sua irmã está grávida.
Os olhos de Zeke se arregalaram, e um brilho de alegria passou por seu rosto.
— Não acredito. Você está esperando um bebê?
— Sim. — Respondeu Luisa, cheia de empolgação.
Vieram então os abraços e os parabéns de Zeke e Millie. Mas, ao chegar perto de Alden, o sorriso de Zeke desapareceu, dando lugar a um olhar de alerta.
— É melhor você já estar planejando se casar com a minha irmã ou...
Kris revirou os olhos.
— E lá vai o controlador de novo.
— Zeke! — Luisa reclamou, revirando os olhos também.
Zeke ergueu as mãos em rendição.
— Ok… Ok, parei. — Ele então olhou para Alden com um meio sorriso. — Parabéns. Mas, se você machucar minha irmã, eu arranco suas bolas.
Todos ao redor soltaram gemidos e reações de impaciência, revirando os olhos.
— Espera aí! — Luisa exclamou de repente, encarando a mão de Millie. — Isso é um diamante no seu dedo?
Com um sorriso radiante, Millie levantou a mão para exibir o anel de noivado, e Zeke, passando o braço pela cintura dela, afirmou com evidente orgulho:
— Essa mulher maravilhosa vai ser minha esposa em breve.
Assim, mais uma rodada de parabéns se seguiu, dessa vez para Millie.
— Isso merece uma comemoração! — Exclamou Thalassa, deixando a empolgação contagiar todos.
Depois de tantas semanas de más notícias, esse turbilhão de boas novas era mais do que bem-vindo e realmente merecia ser celebrado.
O resto do dia foi repleto de risos, alegria e planos para o futuro. As risadinhas de Tessa e Alex ecoavam pela casa enquanto brincavam juntos, e os adultos trocavam olhares orgulhosos ao verem os dois já tão conectados.
E, pela primeira vez em muito tempo, tudo parecia certo... Tudo finalmente se encaixara.

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