— Tessa. — Disse ele, virando-se para encará-la. — Seu irmão sabe que você só queria o melhor para ele.
Um sorriso pequeno surgiu nos lábios dela.
— Ele disse exatamente isso.
— Viu? — Gendry sorriu de canto.
Ela respondeu ao sorriso, mas a apreensão ainda lhe oprimia o peito, e seus dedos percorriam distraidamente o ombro do marido enquanto falava:
— Às vezes, o Alex pode ser… Um pouco fechado.
— Um pouco? — Gendry arqueou a sobrancelha.
Tessa se apoiou no cotovelo e o encarou com um olhar acusador.
— Ok, muito.
Gendry riu, mas ela continuou antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.
— Ele não se abre com facilidade, mas, quando deixa alguém entrar... Ele ama com tudo que tem. — Ela soltou o ar. — Por isso eu sei que isso o machucou, mesmo que ele não tenha admitido.
Gendry levantou a mão e acariciou a bochecha dela com o polegar.
— Ele vai ficar bem, Tessa.
Ela procurou algo em seu olhar.
— Você acha mesmo?
— Tenho certeza. — Gendry beijou sua têmpora. — Nunca conheci ninguém tão cabeça-dura quanto seu irmão. Ele não vai deixar isso destruir ele.
Tessa bufou.
— Esse é o problema. Ele é cabeça-dura demais.
Gendry riu.
— Com isso eu concordo.
Tessa recostou a cabeça no peito dele de novo.
— Quando eu disse que ele ainda encontraria uma mulher que o merecesse. — Murmurou. — Ele respondeu que não estava interessado em ser idiota por nenhuma mulher de novo… E que não queria mais se apaixonar.
Gendry suspirou.
— Ele está magoado, por isso provavelmente falou isso no calor do momento.
— Mas e se ele seguir esse pensamento? — A testa de Tessa se franziu. — E se ele nunca mais se permitir amar?
Gendry continuou acariciando suas costas.
— Dá algumas semanas. Ele vai perceber que não vale a pena se fechar por causa de uma única pessoa. E, quando menos esperar, vai estar namorando de novo.
Tessa soltou um suspiro leve.
— Você acha mesmo?
— Sim. — Respondeu Gendry com convicção.
Tessa sorriu, sentindo-se mais leve.
Logo em seguida, Gendry abriu um sorriso travesso.
— Agora, podemos voltar a focar em nós?
Ela mal teve tempo de reagir antes que ele a virasse de costas.
— Gendry! — Gritou, entre risos.


— O quê?
Ele soltou o ar devagar e encostou a testa na dela.
— Eu sempre soube.
Tessa piscou.
— Soube o quê?

O fôlego de Tessa se esvaiu de repente e, com as mãos espalmadas no rosto dele, ela deixou escapar um sussurro suave:
— Eu sei... Mas o meu amor por você é ainda maior.
Gendry revirou os olhos.
— Lá vem você com isso de novo. Você sabe que nunca vai ganhar.
E então ele a beijou, ao mesmo tempo em que seu corpo se encaixava sobre o dela, com as mãos deslizando por sua pele.
Meia hora depois, deitados juntos, com os corpos suados e exaustos depois de fazerem amor, Tessa se enroscou nele como se ainda quisesse ficar mais perto.
Gendry, em contrapartida, beijou de leve o topo da cabeça dela e sussurrou:
— Feliz aniversário, minha esposa.
Tessa sorriu, sonolenta, com os dedos acariciando o peito dele.
— Feliz aniversário, meu marido.
FIM.

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