— Kris! — Luisa gritou ao abrir os olhos e vê-lo sangrando no ombro, de modo que disparou para ficar de pé e correu até ele. — Kris… Você está bem?
— Sim… Estou bem. — Ele murmurou, tentando afastar a preocupação dela. — Mas você precisa ficar atrás do carro. Agora!
Antes que Luisa pudesse responder, o homem que havia disparado voltou a apontar a arma contra ela, porém, antes de conseguir puxar o gatilho, Alden surgiu de repente e o derrubou com força no chão.
Ele agarrou o pulso do homem e, em meio a uma breve luta pela arma, conseguiu, por fim, arrancá-la de sua mão com um movimento firme.
— Quem você pensa que é para fazer isso? Como ousou apontar uma arma para ela? — Ele rugiu, desferindo um soco no rosto do agressor e, em seguida, emendando vários outros golpes.
Depois de dominar o homem, Alden tomou a arma de suas mãos, agarrou-o pelo colarinho e o arrastou até onde os outros estavam, jogando-o no chão ao lado do cúmplice com brutalidade.
Luisa soltou um suspiro ofegante ao ver o rosto de Alden, pois logo percebeu um pequeno corte em sua testa, de onde escorria sangue.
— Ah, Alden! Você está bem?
— Sim, não se preocupe, gatinha. — Ele respondeu, esboçando um breve sorriso.
As lágrimas marejaram nos olhos de Luisa e, no instante seguinte, ela fez algo que surpreendeu não só Alden, como também a si mesma: segurou-lhe o rosto entre as mãos e o beijou, sem se importar que o sangue manchasse sua pele. Alden se enrijeceu no início, mas logo relaxou e correspondeu ao beijo.
Quando se afastaram, ele sorriu de lado.
— Considerando essa recompensa, acho que vou começar a bater meu carro com mais frequência…
Como resposta à sua provocação, Luisa acertou-lhe um tapa no peito, fazendo seu corpo estremecer com o impacto.
— Nem brinque com isso.
— Quem mandou vocês? — A voz dura de Kris desviou a atenção de todos para o homem no chão.
Se aqueles desgraçados estivessem agindo por conta própria, já teriam fugido assim que tudo deu errado, portanto o fato de continuarem tentando matar Luisa mostrava claramente que estavam a mando de alguém.
— Não vamos dizer nada… — Zombou o homem que Luisa havia acertado com o salto.
Diante disso, Zeke não pensou duas vezes e acertou-lhe um chute no rosto tão forte que arrancou dois dentes, acompanhados por um jorro de sangue.
— Falem de uma vez, ou eu prometo que as coisas vão piorar. — Kris rosnou, sem demonstrar dor apesar do ombro ensanguentado.
— Façam o que quiserem, nos prendam se for o caso, mas amanhã mesmo estaremos livres. — O outro assassino debochou.
Um sorriso frio se formou nos lábios de Kris.
— Quem falou em cadeia? — Retrucou, tomando a arma da mão de Alden e apontando diretamente para os dois.
— Posso simplesmente atirar em vocês aqui e alegar legítima defesa. Eu tenho testemunhas suficientes para me apoiar.
Alden, Luisa e Zeke se entreolharam, tensos, sem saber se ele falava sério.
Um dos homens se assustou e começou a implorar.
— Por favor, não me mate! Eu só fiz isso porque precisava do dinheiro!
— Está maluco? O que pensa que está fazendo? — Disparou o parceiro, com um olhar furioso cravado nele.
Kris focou no mais assustado, apontando-lhe a arma diretamente.
— Se não quiser que eu estoure os seus miolos, comece a falar. Por que estavam atrás da Luisa?
— Nós... Nós fomos enviados para matá-la e fazer parecer um assalto. — O homem confessou, trêmulo.
Luisa estremeceu só de imaginar o destino que teria se não tivesse sido salva, e Alden a puxou contra si, beijando-lhe a têmpora para acalmá-la.
— Enviados por quem? — Zeke exigiu.
— Eu não sei. Quem sabe é ele… — O homem amedrontado apontou para o cúmplice calado.
Sem hesitar, Kris acertou a coronha da arma contra a cabeça do homem, fazendo com que o sangue escorresse pelo ferimento.
— Quem porra mandou vocês?

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