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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 301

O tiro atravessou o ombro de Linda, lançando-a ao chão. Ela agarrou o braço com desespero, e um gemido rouco escapou de seus lábios enquanto o sangue se misturava à gasolina que se acumulava sob seu corpo.

Nesse instante, Karen não hesitou e correu imediatamente até a cadeira onde Thalassa estava presa, movendo-se de forma frenética, mas ainda assim determinada.

— Fique quieta. — Murmurou, com as mãos trêmulas tentando desfazer as cordas que prendiam os pulsos de Thalassa.

Após alguns segundos de esforço, os nós finalmente se afrouxaram, permitindo que Thalassa libertasse as mãos e, sem perder tempo, se abaixasse para ajudar Karen a desamarrar as pernas. Na sequência, o nó cedeu por completo, e ela se levantou com o coração batendo descompassado.

— Precisamos sair daqui, Karen. — Disse, com a voz tomada pela urgência.

— Sim. — Respondeu Karen, ofegante. — Vamos.

Nenhuma das duas percebeu quando Linda enfiou a mão na bolsa e puxou uma pistola. Assim que se viraram para correr, um disparo ecoou no ar, fazendo Thalassa congelar ao ouvir o som e Karen soltar um suspiro de dor.

— Karen! — Gritou Thalassa.

Karen cambaleou, pressionando o abdômen, onde o sangue já começava a manchar a camisa. No entanto, antes que Thalassa reagisse, outro tiro soou, atingindo o peito de Karen. O corpo dela se sacudiu com o impacto e desabou no chão, com a pistola escorregando de sua mão.

— Não! — Thalassa caiu de joelhos ao lado dela, com as mãos trêmulas enquanto sustentava a cabeça de Karen.

O peito de Karen se movia em compasso fraco e instável, e o sangue borbulhava no canto de sua boca enquanto ela olhava para Thalassa, deixando transparecer nos olhos toda a culpa e a dor que sentia.

— Me desculpe... — Sussurrou com dificuldade. — Por favor... Me perdoe, Lassa. Por tudo. E cuide da Tessa... Da minha princesa.

As lágrimas embaçaram a visão de Thalassa, que assentiu com força, com a voz embargada pela emoção.

— Eu vou cuidar dela. Eu prometo, Karen.

Em resposta, os lábios de Karen se curvaram num leve sorriso.

— Obrigada.

— Que cena comovente.

Thalassa ergueu a cabeça ao ouvir a voz de Linda.

A mulher estava de pé, com o ombro esquerdo encharcado de sangue, mas a mão direita permanecia firme, apontando a arma diretamente para ela. Naquele instante, o rosto de Linda estava distorcido por ódio e por uma satisfação sombria.

— Acha mesmo que sairia viva daqui? — Zombou, apertando o gatilho.

Diante da situação, Thalassa prendeu a respiração e fechou os olhos, preparando-se para o impacto, com o coração disparado à medida que esperava pelo inevitável.

Então, o disparo soou.

Mas a dor não veio.

Em vez disso, o grito de Linda cortou o ar, e Thalassa abriu os olhos para vê-la recuar, segurando a mão ensanguentada enquanto a arma caía no chão.

Na porta, Kris estava parado com a pistola ainda levantada, e atrás dele, Smoke e um grupo de homens entravam no armazém, com os rostos tomados de tensão.

Logo, Linda o encarou, pálida de choque e dor.

— Você... Atirou em mim. — Arfou. — Meu próprio filho. Você atirou na sua própria mãe!

Os olhos de Kris estavam cheios de angústia, mas sua expressão permaneceu firme.

— Não! — Rosnou, com a voz baixa e carregada de fúria.

O cronômetro marcava dez segundos quando Linda se virou para a porta, com o peito arfando e o pânico crescendo.

No fim, não havia tempo. Ela… Precisava sair dali.

Mas, ao dar um passo, algo agarrou seu tornozelo.

E quando olhou para baixo e viu a mão ensanguentada de Karen prendendo sua perna com uma força surpreendente.

— O que pensa que está fazendo? — Gritou Linda, tentando se soltar. — Me solte!

Contudo, Karen apertou ainda mais o aperto, com o rosto coberto de sangue e determinação.

— Me solte, sua desgraçada! — Linda gritou, debatendo-se com desespero.

Entretanto, Karen não cedeu.

Um apito agudo anunciou o fim do cronômetro, e os olhos de Linda se arregalaram em desespero.

No instante seguinte, o detonador explodiu, provocando uma reação em cadeia que fez a gasolina inflamar-se e o fogo se espalhar com violência.

Linda viu o fogo se aproximando e, desesperada, tentou soltar a perna presa por Karen. Porém, quando o aperto afrouxou, o tempo já havia se esgotado.

Então, o fogo a alcançou, e seu grito ecoou pelo ambiente em meio às labaredas.

Por minutos intermináveis, as chamas devoraram sua pele, queimando e rasgando a carne enquanto ela se contorcia no chão, respirando o cheiro nauseante de sua própria carne em chamas.

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